De tarifas de 35% à sua inexistência, através de uma "desescalada" progressiva que avançará ao longo do tempo. Este é o novo cenário para a União Europeia e Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, países que compõem o Mercosul, com os quais a UE assinou um acordo que criará a maior área de livre comércio do mundo.
O acordo
Após 26 anos de negociações, em 9 de janeiro de 2026, a notícia foi divulgada: o Mercosul e a União Europeia chegaram a um acordo para criar a maior zona de livre comércio do mundo. O pacto estava praticamente confirmado, mas acabou sendo aprovado pela União Europeia com o apoio de 21 países e votos contrários de França, Polônia, Áustria, Irlanda e Hungria, além da abstenção da Bélgica.
Após a aprovação europeia, a assinatura ocorrerá em 17 de janeiro no Paraguai. Na ocasião, será lançado um projeto que, nos próximos 15 anos, eliminará as tarifas existentes entre as duas zonas de livre comércio. Um pacto que complicará a situação para o setor primário, mas que terá a indústria europeia como grande beneficiada. Dentro dessa indústria, o setor automotivo é um dos mais beneficiados.
Por que a indústria automobilística?
Até então, as exportações da União Europeia para o Mercosul eram taxadas em 35%. O pacto eliminará qualquer tipo de barreira comercial ao longo de 15 anos. Será gradual, mas, após quinze anos, as exportações de veículos para a América do Sul estarão totalmente isentas de tarifas.
Segundo dados coletados pelo jornal La Tribuna de Automoción, espera-se ...
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