"A IA provavelmente levará ao fim do mundo, mas, enquanto isso, existirão grandes empresas". A frase, dita por Sam Altman poucos meses antes da fundação da OpenAI, em 2015, voltou a ganhar força nos últimos anos à medida que o ChatGPT se tornou uma das tecnologias mais influentes — e controversas — do planeta. O comentário, que mistura ironia e fatalismo, hoje é visto como um resumo brutal da relação do Vale do Silício com a inteligência artificial.
Na época, Altman ainda era presidente da Y Combinator, uma das aceleradoras mais poderosas do setor de tecnologia. A OpenAI sequer existia oficialmente. Ainda assim, ele já demonstrava plena consciência dos riscos existenciais associados à IA. A declaração original, traduzida, é ainda mais direta: "A IA provavelmente levará, muito provavelmente, ao fim do mundo, mas, enquanto isso, existirão grandes empresas". Segundo a Fortune, embora a frase tenha sido feita parcialmente em tom de brincadeira, Altman jamais abandonou o alerta de que a tecnologia que ajudaria a criar poderia sair do controle..
Esse paradoxo — reconhecer o risco extremo e avançar mesmo assim — passou a definir a imagem pública do CEO da OpenAI. A Vox descreve a posição como algo difícil de engolir: "É estranho pensar que o que você faz pode matar todo mundo e ainda assim continuar fazendo". Para o veículo, Altman não afirma com certeza que a IA causará o fim da humanidade, mas trata essa possibilidade como real o suficiente para justificar preocupação constante com...
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