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Nem drones, nem caças, nem soldados de elite: EUA entraram na Venezuela disfarçando tática do século XIX com tecnologia

Ataque à Venezuela não representa inovação doutrinária, mas retorno a antiga forma de exercer poder, revestida de tecnologia do século XXI

17 jan 2026 - 16h16
(atualizado às 17h22)
Foto: Xataka

Muito antes de as centenas de aeronaves, mísseis, drones e forças especiais entrarem em ação, os Estados Unidos já haviam começado a movimentar suas influências por toda a América Latina e Caribe. Enquanto a atenção internacional se concentrava na Venezuela, Washington tecia uma rede acelerada de acordos militares com Paraguai, Equador, Peru, Trinidad e Tobago e outros países da região, ampliando o acesso a aeroportos, enviando tropas "temporárias" e autorizando operações armadas sob o pretexto de uma renovada "guerra contra as drogas".

Táticas que, na verdade, nasceram no século XIX.

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O momento e a magnitude desses pactos não passaram despercebidos pelos analistas, que os interpretaram como a criação deliberada de uma infraestrutura logística regional capaz de sustentar uma operação militar prolongada contra Caracas.

Sob uma retórica que misturava narcotráfico, segurança hemisférica e estabilidade regional, o objetivo real parecia muito mais clássico: cercar a Venezuela, isolá-la diplomaticamente e deixar claro que o poderio militar dos EUA não só estava disposto, como também fisicamente preparado para intervir. Nesse contexto, os alertas de Caracas a seus vizinhos e a crescente preocupação nas capitais latino-americanas refletiam um sentimento familiar: o de ser, mais uma vez, o "quintal" de uma potência que não pedia permissão.

Salto qualitativo

O ponto de não retorno chegou com a operação militar que culminou na captura de Nicolás Maduro e sua esposa em ...

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