Muito antes de as centenas de aeronaves, mísseis, drones e forças especiais entrarem em ação, os Estados Unidos já haviam começado a movimentar suas influências por toda a América Latina e Caribe. Enquanto a atenção internacional se concentrava na Venezuela, Washington tecia uma rede acelerada de acordos militares com Paraguai, Equador, Peru, Trinidad e Tobago e outros países da região, ampliando o acesso a aeroportos, enviando tropas "temporárias" e autorizando operações armadas sob o pretexto de uma renovada "guerra contra as drogas".
Táticas que, na verdade, nasceram no século XIX.
Escalada anunciada
O momento e a magnitude desses pactos não passaram despercebidos pelos analistas, que os interpretaram como a criação deliberada de uma infraestrutura logística regional capaz de sustentar uma operação militar prolongada contra Caracas.
Sob uma retórica que misturava narcotráfico, segurança hemisférica e estabilidade regional, o objetivo real parecia muito mais clássico: cercar a Venezuela, isolá-la diplomaticamente e deixar claro que o poderio militar dos EUA não só estava disposto, como também fisicamente preparado para intervir. Nesse contexto, os alertas de Caracas a seus vizinhos e a crescente preocupação nas capitais latino-americanas refletiam um sentimento familiar: o de ser, mais uma vez, o "quintal" de uma potência que não pedia permissão.
Salto qualitativo
O ponto de não retorno chegou com a operação militar que culminou na captura de Nicolás Maduro e sua esposa em ...
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