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Guerra na Ucrânia atingiu novo nível de brutalidade: Rússia a chama de "abridor de latas" e transforma recrutas em detonadores

Nos casos mais extremos, soldados acabam sendo forçados a correr com explosivos presos ao peito.

16 jan 2026 - 09h34
Foto: Xataka

A guerra na Ucrânia já flertava com a linguagem do mundo dos jogos: recompensas por objetivos, listas de "saques" e até mesmo uma "Amazon militar" improvisada para trocar sucessos por recursos reais. Mas se isso parecia uma forma de gamificar a logística, o que está acontecendo agora é muito mais complexo: não se trata mais de comprar drones com pontos, mas de recrutar soldados dentro das próprias comunidades de jogadores e transformá-los em bombas humanas.

Guerra como indústria global

Na frente ucraniana, a Rússia acabou construindo uma máquina de recrutamento que não se limita a procurar soldados, mas os atrai de lugares cada vez mais improváveis, como se a guerra tivesse se tornado um funil global.

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O que antes era um conflito entre exércitos começa a se parecer com uma rede internacional de recrutamento, onde jovens são atraídos por dinheiro, pela promessa de um futuro melhor ou simplesmente por uma conversa casual que se torna irreversível. O resultado é um fluxo constante de estrangeiros chegando à Rússia, assinando um contrato, recebendo treinamento acelerado e desaparecendo na paisagem mais brutal da Europa, onde a distância entre assinar um contrato e a morte pode ser medida em semanas.

Recrutamento por tela

A história, contada pela Bloomberg, começa com dois jovens sul-africanos, usuários assíduos do Discord e jogadores de Arma 3, que acabam conversando sobre se alistar no exército russo com alguém que se identifica como @Dash. O que parecia apenas mais uma troca de ...

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