Beneficiada pelo rearmamento global decorrente da guerra na Ucrânia, a Coreia do Sul iniciou a entrega de tanques K2 Black Panther à Polônia. Diante da ameaça russa em fronteiras estratégicas, Varsóvia planeja incorporar até mil blindados em contratos bilionários com a Hyundai Rotem. O avanço consolida a indústria de defesa sul-coreana no mercado internacional e já atrai o interesse de novos compradores para o modelo, a exemplo do Marrocos, que avalia a compra de 400 unidades.
A Coreia do Sul se tornou uma das grandes beneficiadas pelo rearmamento internacional provocado pela guerra na Ucrânia. O país, atualmente na quinta posição do ranking militar da Global Firepower, acaba de iniciar uma nova fase de entregas de seus K2 Black Panther.
O primeiro país a recebê-los é a Polônia, um dos membros da OTAN mais expostos à ameaça russa. Enquanto Varsóvia projeta uma gigantesca frota de até 1.000 unidades, o sucesso internacional do veículo de combate sul-coreano começa a chamar a atenção muito além da Europa: o Marrocos agora estuda uma possível aquisição de até 400 unidades do K2.
Da Coreia para a Polônia, de lá para a Ucrânia
A Coreia do Sul começou as entregas referentes ao segundo grande contrato de K2 Black Panther firmado entre a Polônia e a Hyundai Rotem, avaliado em cerca de 6,5 bilhões de dólares e composto por outros 180 carros de combate.
Os primeiros 28 veículos desse novo lote já chegaram ao país e estão destinados a reforçar a 16ª Divisão Mecanizada, posicionada no nordeste polonês. Não é uma localização qualquer: a Polônia faz fronteira com Belarus e com o enclave russo de Kaliningrado, tornando essa região uma das áreas estrategicamente mais sensíveis do flanco oriental da OTAN.
A aposta polonesa no K2 está diretamente relacionada à transformação pela qual seu Exército passou após a invasão russa da Ucrânia. Varsóvia se tornou um dos principais fornecedores europeus de equipamento pesado para Kiev e transferiu centenas de veículos de ...
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