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Conheça Amanda Zanotti e sua caminhada pela igualdade em territórios periféricos

Implementação do wi-fi e ar-condicionado em transportes públicos e o Programa Fluxo Legal estão entre os projetos de Amanda

3 jan 2024 - 05h00
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Amanda Zanotti
Amanda Zanotti
Foto: Carlão Pires

Amanda Zanotti, 31, nasceu em uma família de líderes religiosos de Perus, periferia da zona norte de São Paulo. Sua atuação é marcada pela colaboração entre comunidades e gestão pública. Hoje, ela é presidente nacional da UJB (União da Juventude Brasileira) e também mãe do pequeno Miguel, de cinco anos. 

Membro da Gaviões da Fiel desde os 13 anos, Amanda fundou um coletivo feminino na torcida para promover espaço e respeito para as jovens torcedoras. Suas iniciativas alcançaram conquistas significativas, destacando a importância da presença feminina em contextos historicamente masculinos.

"Acredito que é importante a gente se impôr como mulheres, mas que o principal é estabelecer diálogo. O esporte é a ferramenta de educação mais poderosa que existe, é um espaço de formação de identidade e comunidade. Criando esse grupo de 'pioneiras da linha A' a gente mostrou na prática que o futebol é fundamental no fomento à equidade", diz Amanda.

Com um diploma em logística, Zanotti encontra inspiração na dedicação de seus pais em buscar uma vida melhor para a família. Essa fonte de inspiração se reflete em sua contínua luta per melhorias nas quebradas, resultando em avanços como a introdução de wi-fi e ar-condicionado nos ônibus.

A luta de Amanda pela inclusão digital vai além dos transportes públicos. Ela liderou a iniciativa de proporcionar acesso à internet em praças públicas, reconhecendo a conexão como um fator essencial para o desenvolvimento das comunidades.

Fluxo legalizado 

Outro ponto de destaque é o seu envolvimento no Programa Fluxo Legal do Funk, uma resposta à necessidade de opções de lazer para a juventude nas periferias. Amanda reconhece que o acesso à cultura desempenha um papel crucial na construção de identidade e no fortalecimento dos laços comunitários. 

"Quando eu dou estrutura, horário e segurança para esses movimentos acontecerem, eu tô protegendo o jovem que frequenta, os moradores e os comerciantes da região."

"A economia criativa é um dos maiores motores de crescimento econômico do país. Quando a gente legaliza o funk, derruba o preconceito que impede que a periferia impulsione e goze desse crescimento", completa.

Amanda Zanotti
Amanda Zanotti
Foto: Carlão Pires

A partir do movimento #FalaPeriferia, Amanda eleva vozes e denúncias, oferecendo uma plataforma para que a comunidade possa expressar suas demandas. Essa iniciativa, apoiada por líderes como Guilherme Boulos, se diferencia ao reconhecer e valorizar artistas periféricos, além de envolver ativamente a comunidade em questões políticas que impactam diretamente suas realidades.

Atualmente, seus principais objetivos incluem a luta pela criação de um Hospital Maternidade, um Centro Esportivo e pela reforma da estação de trem em Perus.Por meio do #FalaPeriferia, Amanda também busca conhecer as demandas de outras quebradas e fortalecer essas batalhas.

"Ninguém segura uma mulher determinada a dar uma condição melhor para si e para sua família. Só que quando ela passa a se enxergar como um ser político, essa potência transformadora se eleva", finaliza.

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Fonte: Visão do Corre
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