Zygmunt Bauman, filósofo: "Os relacionamentos são hoje a principal fonte de felicidade e, ao mesmo tempo, a maior causa de medo"
O sociólogo sempre incentivou a reflexão sobre a vida e sobre como o consumismo afeta o nosso bem-estar.
Quando Zygmunt Bauman, sociólogo, pensador e filósofo polonês, publicou o livro Modernidade Líquida, em 2000, ele nos abriu os olhos. Suas páginas nos conduziram por uma metáfora sobre nossas próprias vidas em uma era marcada pela fragilidade das relações humanas em todas as esferas. O que éramos e o que somos hoje quase não se parecem. O termo identifica um problema social que afeta o mundo inteiro, e Bauman o fez com clareza impressionante.
Bauman usa a metáfora da liquidez porque, ao contrário da solidez, ela não mantém uma forma estável. Por isso, argumenta que a modernidade líquida é um estágio da sociedade contemporânea em que nada é pensado para durar. Relacionamentos, empregos, identidades e valores se tornam frágeis e facilmente substituíveis, forçando-nos a viver em constante adaptação. É por isso que sentimos uma persistente insegurança, e a felicidade parece escapar por entre os dedos, mesmo quando nos esforçamos para encontrá-la.
No livro Amor Líquido, o filósofo explicou que "os laços humanos são hoje a principal fonte de felicidade e, ao mesmo tempo, a maior fonte de medo". Talvez por isso nos tornemos obcecados por buscar prazer fora daquilo que a Universidade de Harvard aponta como a maior fonte de felicidade. Em muitos casos, essa felicidade passa a ser condicionada ao que podemos possuir, e acabamos nos esquecendo de como ser verdadeiramente felizes.
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