Voos suspensos e hotéis fechados: como se proteger em viagens durante guerras
Conflito no Oriente Médio afeta companhias aéreas e hotéis; advogada orienta sobre direitos e melhores práticas para minimizar prejuízos
Conflitos no Oriente Médio afetam voos e hospedagens, mas passageiros têm direitos como reembolso e reacomodação; especialistas orientam precauções e organização para minimizar prejuízos.
O aumento das tensões no Oriente Médio e o fechamento de espaços aéreos estratégicos têm provocado atrasos, cancelamentos e mudanças de rotas em voos de diversas companhias ao redor do mundo. Além disso, turistas que planejavam se hospedar na região ou em áreas próximas enfrentam incertezas. Mas o que fazer se sua viagem foi prejudicada por causa do conflito?
Segundo Mariana Pádua, especialista em direito do consumidor e presidente da Comissão de Inovação e Gestão Jurídica da OAB/GO, é importante que o passageiro saiba que, em muitos casos, tem direito a reembolso integral ou a reacomodação em outro voo.
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"Quando um país fecha seu espaço aéreo, isso geralmente resulta em uma série de cancelamentos de voos e mudanças nos planos de viagem", explica Mariana ao Terra. "Os viajantes estão protegidos por diversas legislações de direitos do consumidor, que podem variar de acordo com o país de origem e a companhia aérea. Em muitos casos, os consumidores têm direito ao reembolso total do valor da passagem ou à reacomodação em um voo alternativo, conforme as políticas de cancelamento e reembolso das companhias aéreas."
A especialista orienta que o passageiro procure imediatamente a companhia aérea para entender as opções disponíveis, além de manter toda a comunicação documentada e guardar comprovantes de despesas adicionais geradas pelo cancelamento.
Hospedagens em zonas de conflito
Quem tinha hospedagem reservada em regiões afetadas também pode ter direito a cancelar sem multa. "Em situações de conflito, a política de cancelamento de hotéis pode variar, mas muitos estabelecimentos têm diretrizes que permitem o cancelamento sem penalidade em casos de força maior, como conflitos armados”, afirma Mariana.
Para quem já está hospedado, a recomendação é conversar com a administração do hotel. "Os hóspedes devem consultar a administração sobre suas opções, que podem incluir o prolongamento da estadia sem custo adicional ou o reembolso total", acrescenta.
Ela também destaca que, para novas reservas, é essencial verificar as condições de cancelamento. "Muitos sites de reserva oferecem opções flexíveis, que podem ser vantajosas em situações de incerteza", lembra.
Como se preparar em momentos de instabilidade
Em meio a conflitos, a advogada sugere algumas boas práticas: "É essencial manter-se informado sobre a situação atual através de fontes confiáveis, como governos e organizações internacionais. Além disso, considerar a aquisição de seguros de viagem que cubram cancelamentos devido a conflitos armados pode proporcionar uma camada extra de proteção."
Outra dica é sempre ter alternativas. "Ao planejar viagens para regiões instáveis, é aconselhável ter um plano B, que pode incluir alternativas de transporte e hospedagem em locais menos afetados", diz.
Por fim, Mariana reforça a importância de guardar recibos. "Sempre salvar recibos e documentação de quaisquer despesas adicionais pode ajudar na reclamação de reembolsos posteriormente", orienta.