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Você sabia? Um galgo virou santo por um ato de bravura; conheça a história

Considerado o padroeiro das crianças, Saint Guinefort foi cultuado por mais de 600 anos na região de Châtillon-sur-Chalaronne, na França

2 abr 2025 - 12h37
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Se te contassem que a população de um país já venerou a figura de um cachorro, você acreditaria? É um cenário difícil de imaginar, mas a lenda de Saint Guinefort, um galgo considerado santo pelos franceses por mais de 600 anos, é perpetuada até os dias atuais, mesmo que com menor frequência.

Considerado o padroeiro das crianças, Saint Guinefort foi cultuado por mais de 600 anos na região de Châtillon
Considerado o padroeiro das crianças, Saint Guinefort foi cultuado por mais de 600 anos na região de Châtillon
Foto: sur-Chalaronne, na França - Reprodução / Bons Fluidos

Conheça a lenda de Saint Guinefort

A história do cachorro, conhecido como o padroeiro das crianças, começou entre os séculos XII e XIII, em um castelo na região de Lyon, a cerca de 400 km ao sul de Paris. Lá, moravam um cavaleiro, sua esposa, seu filho recém-nascido e Guinefort. Um dia, o homem foi caçar e deixou o pequeno aos cuidados do animal. Ao retornar, ele se deparou com o cão cheio de sangue, próximo ao berço, mas não havia sinais da criança. O cavaleiro, então, concluiu que o galgo teria ferido seu filho e, em um ataque de fúria, matou o animal. Mais tarde, ao encontrar o bebê escondido no quarto, ao lado do corpo de uma cobra venenosa, o homem se deu conta da injustiça que cometeu. Isso porque o cachorro teria salvado a vida da dele.

Como uma forma de se redimir, o casal enterrou o corpo de Guinefort nas proximidades e plantou árvores ao redor. O local, com o tempo, se tornou um santuário, onde as pessoas - principalmente as mães - recorriam em momentos difíceis. Assim, a crença no padroeiro das crianças se espalhou pela redondezas de Châtillon-sur-Chalaronne, na França. A devoção ao animal se tornou tamanha, que ele passou a ser celebrado todos os anos, em 22 de agosto.

O ato, no entanto, atraiu a atenção da Igreja Católica, que desaprova a adoração aos animais. Por isso, a instituição enviou o inquisidor dominicano, Esteban de Bourbon, ao local para avaliar a situação. Posteriormente, a autoridade destruiu os ossos do cão e proibiu a sua veneração, sob pena de excomunhão. No entanto, embora Bourbon tenha tentado apagar a memória de Saint Guinefort, a lenda persistiu, e se propagou através de seu relato no Tractatus de Diversis Materiis Predicabilibus.

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*Texto sob orientação de Helena Gomes

Bons Fluidos
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