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Um drinque alcoólico por dia já aumenta o risco de câncer, diz pesquisa

Pesquisas confirmam que o consumo de álcool, mesmo em pouca quantidade, aumenta o risco de diferentes tipos de câncer; entenda os mecanismos por trás disso

8 set 2025 - 16h33
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Tomar uma taça de vinho no jantar ou uma cerveja no fim de semana pode parecer inofensivo. No entanto, pesquisas recentes mostram que o álcool deixa marcas profundas no organismo, afetando desde o cérebro até o fígado e o sistema imunológico. Mais preocupante ainda: ele está diretamente relacionado ao desenvolvimento de diferentes tipos de câncer.

Estudos comprovam que álcool aumenta o risco de câncer desde o primeiro copo; veja como ele afeta o organismo e a saúde
Estudos comprovam que álcool aumenta o risco de câncer desde o primeiro copo; veja como ele afeta o organismo e a saúde
Foto: Reprodução: Amar Preciado/Pexels / Bons Fluidos

Nos Estados Unidos, estima-se que o consumo de bebidas alcoólicas seja responsável por cerca de 100 mil diagnósticos de câncer e 20 mil mortes anuais. O número é tão expressivo que coloca o álcool como a terceira principal causa evitável de câncer no país - atrás apenas do tabaco e da obesidade.

O reconhecimento científico

Embora as suspeitas já existissem nos anos 1980, foi a partir dos anos 2000 que a ciência consolidou a certeza de que o álcool é cancerígeno. Em 2012, o Centro Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (CIRC), vinculado à OMS, classificou a substância no grupo 1 de risco - categoria reservada aos agentes que comprovadamente causam a doença em seres humanos.

A lista de doenças associadas ao consumo vai muito além do fígado. O álcool aumenta as chances de câncer na boca, garganta, esôfago, laringe, cólon, reto, fígado, mama e até pâncreas. E não se trata apenas do consumo crônico: episódios de ingestão exagerada também elevam os riscos.

Por que ainda há tanta desinformação?

Apesar das evidências, boa parte da população ainda não liga o álcool ao câncer. Um levantamento realizado em 2019 nos EUA revelou que menos da metade dos adultos sabia dessa relação direta. Na França, país de forte tradição vinícola, quase 40% dos entrevistados acreditavam que apenas destilados elevavam o risco, e cerca de 23% ainda sustentavam a ideia de que beber um pouco de vinho seria "protetor" contra doenças. Esse argumento, conhecido como "paradoxo francês", já foi derrubado pela ciência.

Como o álcool favorece o câncer

O desenvolvimento de tumores acontece quando as células começam a crescer de forma descontrolada, geralmente por causa de mutações no DNA. O álcool pode acelerar esse processo por diferentes caminhos:

  • Metabolismo do álcool: ao ser processado pelo corpo, ele gera acetaldeído, uma substância altamente tóxica e cancerígena;
  • Estresse oxidativo: a bebida estimula a liberação de radicais livres, moléculas que danificam DNA e proteínas, favorecendo inflamações que abrem espaço para tumores;
  • Alterações hormonais: o consumo aumenta os níveis de estrogênio e reduz a vitamina A, criando condições para o surgimento do câncer de mama;
  • Potencialização de outros riscos: em fumantes, o álcool facilita a absorção dos componentes cancerígenos do tabaco, elevando drasticamente as chances de câncer na boca, faringe e laringe.

Existe consumo seguro?

A pergunta é inevitável: qual a dose considerada aceitável? A resposta dos especialistas é clara: não há um nível totalmente seguro de consumo. O risco já começa no primeiro copo e cresce proporcionalmente à quantidade ingerida, seja vinho, cerveja ou destilado. Ainda assim, instituições de saúde, como os CDC e o National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism, sugerem limites: até um copo por dia para mulheres e dois para homens. Mas isso não significa ausência de risco, apenas redução de danos.

Um hábito que pode ser repensado

Considera-se o álcool, hoje, uma das causas de câncer mais evitáveis. Fatores como genética, estilo de vida e alimentação também influenciam, mas reduzir ou eliminar a bebida da rotina é uma das formas mais eficazes de proteger a saúde a longo prazo.

Envelhecer bem não depende apenas da herança genética: está diretamente ligado às escolhas que fazemos diariamente. Repensar o consumo de álcool pode ser um passo simples, mas poderoso, para garantir mais qualidade de vida e bem-estar no futuro.

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