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Novas pesquisas e tratamentos para gordura no fígado

Novas pesquisas e tratamentos para gordura no fígado revelam causas, sintomas, diagnóstico precoce e opções para reverter a esteatose

6 jan 2026 - 10h00
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A gordura no fígado, conhecida como esteatose hepática, passou de condição pouco comentada a tema frequente em consultórios e pesquisas médicas. O aumento de casos está ligado principalmente ao sedentarismo, à alimentação desequilibrada e ao avanço da obesidade. Diante desse cenário, a comunidade científica tem intensificado estudos para entender melhor a doença e desenvolver novas formas de tratamento, tanto para evitar a progressão quanto para reduzir o acúmulo de gordura no órgão.

Entre os especialistas, há consenso de que identificar precocemente a chamada gordura no fígado é um passo essencial para reduzir riscos futuros, como inflamação crônica, cirrose e problemas cardiovasculares. Ao mesmo tempo, cresce o interesse por terapias personalizadas, que considerem fatores como genética, estilo de vida e presença de outras doenças, por exemplo diabetes e colesterol alto. Esse movimento impulsiona pesquisas que vão desde mudanças de estilo de vida mais bem orientadas até medicamentos em fase avançada de teste.

O que é gordura no fígado e por que ela preocupa?

A esteatose hepática ocorre quando o fígado acumula gordura em quantidade maior do que o considerado saudável. Em grande parte dos casos, esse acúmulo está ligado à síndrome metabólica, que inclui pressão alta, aumento de gordura abdominal, alteração de glicose e colesterol. Inicialmente, a gordura no fígado pode não causar sintomas, o que faz muitas pessoas descobrirem o problema apenas em exames de rotina, como ultrassom abdominal ou exames de sangue.

O principal motivo de preocupação é a possibilidade de evolução para formas mais graves, como a esteato-hepatite, quando além da gordura há inflamação e dano às células hepáticas. Sem acompanhamento, essa inflamação pode levar a fibrose e, em estágios mais avançados, à cirrose. Por isso, pesquisadores têm buscado formas de detectar a doença com maior precisão e de acompanhar a evolução sem depender apenas de biópsias, que são mais invasivas.

O fígado produz bile, essencial para quebrar gorduras e absorver vitaminas lipossolúveis, além de metabolizar carboidratos, proteínas e lipídios – depositphotos.com / KostyaKlimenko
O fígado produz bile, essencial para quebrar gorduras e absorver vitaminas lipossolúveis, além de metabolizar carboidratos, proteínas e lipídios – depositphotos.com / KostyaKlimenko
Foto: Giro 10

Quais são as novas pesquisas sobre gordura no fígado?

Os estudos recentes sobre novas pesquisas e tratamentos para gordura no fígado se concentram em três grandes frentes: diagnóstico mais preciso, medicamentos específicos e intervenções no estilo de vida baseadas em evidências. No campo do diagnóstico, surgem exames de imagem avançados, como elastografia hepática e ressonância magnética especializada, capazes de medir não só a quantidade de gordura, mas também a rigidez do fígado, relacionada à fibrose.

Em relação à terapia medicamentosa, diversas drogas estão em fases intermediárias e avançadas de pesquisa clínica. Entre as principais linhas de investigação estão:

  • Medicamentos que atuam na sensibilidade à insulina, ajudando a controlar glicose e reduzir o acúmulo de gordura hepática.
  • Substâncias que regulam receptores nucleares do fígado, influenciando o metabolismo de gorduras e açúcares.
  • Fármacos anti-inflamatórios específicos para o fígado, voltados para reduzir a progressão da esteato-hepatite.
  • Moduladores do microbioma intestinal, que tentam corrigir desequilíbrios de bactérias associados à gordura no fígado.

Outra área em expansão é a da medicina de precisão. Grupos de pesquisa investigam marcadores genéticos e metabólicos que possam indicar quem tem maior risco de desenvolver formas graves de esteatose hepática. A meta é, no futuro, oferecer planos de tratamento ajustados ao perfil de cada pessoa, em vez de abordagens únicas para todos.

Novos tratamentos para gordura no fígado já estão disponíveis?

Apesar de muitos medicamentos estarem em testes avançados, até 2025 a base do tratamento da gordura no fígado continua sendo a mudança de hábitos, associada ao controle de doenças ligadas ao metabolismo. No entanto, essas intervenções vêm sendo aperfeiçoadas por meio de estudos que analisam qual combinação de alimentação, atividade física e acompanhamento profissional traz melhores resultados no longo prazo.

Entre as abordagens mais investigadas estão:

  1. Ajustes na alimentação: Pesquisas apontam benefício em padrões alimentares que priorizam frutas, legumes, grãos integrais, proteínas magras e redução de açúcar e ultraprocessados. Dietas de inspiração mediterrânea e planos hipocalóricos monitorados têm sido relacionados à diminuição da gordura hepática.
  2. Atividade física regular: Estudos mostram que tanto exercícios aeróbicos quanto treinos de força ajudam a reduzir a esteatose, mesmo sem perda de peso muito acentuada. O foco está em manter rotina constante, ajustada à idade e às condições de saúde.
  3. Controle de comorbidades: O uso adequado de medicamentos para diabetes, colesterol e pressão arterial, quando indicados, contribui para aliviar a sobrecarga no fígado e melhorar os marcadores laboratoriais.
  4. Programas multidisciplinares: Iniciativas que envolvem médicos, nutricionistas, educadores físicos e, em alguns casos, psicólogos têm demonstrado maior adesão e melhores resultados em comparação com orientações isoladas.
Excesso de gorduras saturadas e ultraprocessadas pode levar ao acúmulo de gordura no fígado, prejudicando suas funções digestivas e metabólicas – depositphotos.com / magicmine
Excesso de gorduras saturadas e ultraprocessadas pode levar ao acúmulo de gordura no fígado, prejudicando suas funções digestivas e metabólicas – depositphotos.com / magicmine
Foto: Giro 10

Como as pesquisas podem mudar o futuro da esteatose hepática?

A expectativa é que, nos próximos anos, parte dos medicamentos atualmente em teste seja aprovada para uso mais amplo, especialmente para casos de esteato-hepatite e fibrose mais avançada. A tendência é combinar fármacos com mecanismos de ação diferentes, de forma semelhante ao que já ocorre em outras doenças crônicas, como diabetes e hipertensão. Esse modelo pode permitir tratar ao mesmo tempo a inflamação, o acúmulo de gordura e a cicatrização excessiva do fígado.

Outra perspectiva discutida em centros de pesquisa é o uso de terapias baseadas em RNA e em edição genética para grupos específicos com maior predisposição à gordura no fígado. Embora essa realidade ainda esteja em fase inicial, os primeiros estudos exploram como modular genes ligados ao metabolismo hepático. Paralelamente, o avanço de aplicativos e dispositivos vestíveis facilita o monitoramento de sono, alimentação e atividade física, oferecendo dados contínuos que podem ser usados em programas personalizados de prevenção e tratamento da esteatose.

Diante desse conjunto de inovações, a gordura no fígado tende a ser abordada de forma cada vez mais preventiva e integrada. As pesquisas apontam que combinar intervenções no estilo de vida com terapias farmacológicas específicas e diagnóstico mais detalhado pode reduzir a progressão da doença e suas complicações. A orientação de profissionais de saúde continuará sendo peça central para interpretar exames, indicar o melhor caminho terapêutico e acompanhar resultados ao longo do tempo.

Giro 10
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