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Ultraprocessados elevam gordura oculta nos músculos da coxa e ameaçam joelhos

Pesquisa aponta que consumo de alimentos industrializados gera degeneração gordurosa intramuscular mesmo sem ganho calórico excedente

16 set 2026 - 15h30
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Resumo
Estudo revela que o consumo de alimentos ultraprocessados está ligado ao acúmulo de gordura nos músculos da coxa, comprometendo a saúde dos joelhos, mesmo sem aumento calórico, e associado a maior risco de osteoartrite.

O consumo recorrente de alimentos ultraprocessados pode estar sabotando a saúde dos seus joelhos ao promover o acúmulo de gordura oculta nos músculos da coxa. Um estudo conduzido com 615 pessoas aponta que essa degeneração muscular ocorre independentemente da ingestão calórica total. A descoberta, publicada na revista Radiology, reforça a necessidade de olhar para a qualidade do que comemos além da contagem de calorias.

Imagem ilustrativa gerada por Inteligência Artificial. Sua criação não tem objetivo de refletir ou retratar situações reais.
Imagem ilustrativa gerada por Inteligência Artificial. Sua criação não tem objetivo de refletir ou retratar situações reais.
Foto: Imagem: gerada por IA / Portal Terra / TerrAI

Os voluntários avaliados integravam a Osteoarthritis Initiative, programa nacional financiado pelos National Institutes of Health dos Estados Unidos voltado à prevenção do desgaste articular. O grupo reuniu 340 mulheres e 275 homens com média de 60 anos de idade e índice de massa corporal médio de 27, sem alterações estruturais prévias detectáveis nos joelhos.

Na dieta relatada ao longo de um ano, cerca de 41% dos alimentos consumidos pelos voluntários foram enquadrados na categoria de ultraprocessados. A médica Zehra Akkaya, pesquisadora do Departamento de Radiologia e Imagem Biomédica da Universidade da Califórnia em São Francisco e líder do estudo, avaliou os tecidos por meio de ressonância magnética sem uso de contraste.

Como a gordura oculta afeta o tecido muscular?

A infiltração lipídica substitui as fibras musculares uniformes por estrias de gordura visíveis na ressonância. Essa deterioração na estrutura da coxa permaneceu associada ao consumo dos ultraprocessados mesmo após os ajustes para nível de atividade física, ingestão de gordura alimentar e variáveis sociodemográficas.

Os produtos ultraprocessados combinam açúcar refinado, sal, gorduras e aromatizantes sintéticos projetados para estimular o sistema de recompensa cerebral. Exemplos frequentes dessa categoria incluem refrigerantes, pães de pacote, refeições prontas, embutidos e cereais matinais industrializados.

Qual é o impacto dessa alteração nas articulações?

A perda de qualidade muscular compromete a sustentação mecânica dos joelhos e acelera a vulnerabilidade à osteoartrite. Esse problema crônico representa uma das principais despesas de saúde pública não associadas ao câncer no cenário internacional.

Historicamente, a prevenção precoce prioriza a restrição calórica para controle de peso, mas as novas evidências destacam que o valor nutricional dos alimentos consumidos influencia a composição corporal de modo autônomo. Segundo os autores, a ressonância sem contraste pode ser incorporada à rotina médica para detectar precocemente o risco articular.

TerrAI Texto gerado com ajuda de Inteligência Artificial e editado pelo nosso time de jornalistas.
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