Paquistão esconde paraíso onde ninguém envelhece
Shangri-lá, a cidade onde ninguém envelhece, fica no norte do Paquistão, cravada no vale do rio Hunza. Na realidade, ela se chama Karimabad e inspirou o escritor estadunidense James Hilton (1900-1954) a criar o cenário de seu livro "Horizonte Perdido", que posteriormente chegou às telas do cinema.
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Situado a 2.438 metros de altitude, o Vale do Hunza exibe uma natureza quase intocada, isolada pelo Himalaia. Do vértice do vale, um giro de 360 graus com o corpo faz os olhos desfilarem por picos cobertos de neve, com altura sempre superior a 6 mil metros. Se Hilton errou a localização da mítica Shangri-lá, foi culpa dessa paisagem tranqüila, correspondente às descrições dos contos orais budistas sobre a juventude e a felicidade eternas.
Karimabad também tem atrações que contam sua história real: a mais importante é o Forte de Baltit, construído há, pelo menos, 700 anos. Ele era residência oficial dos governantes islâmicos quando a cidade ainda era um Estado independente. Com arquitetura influenciada pelas construções tibetanas - povo com que Karimabad sempre manteve relações -, o forte foi preservado mesmo após a invasão inglesa, ocorrida no final do século XIX.
Depois de receber sua última reforma, em 1996, Baltit foi coroado como atração turística. Hoje, ele funciona como mirante para observar e respirar a história do vale.
Nos seus arredores, ficava a rota da seda, artéria que uniu ocidente e oriente por muitos anos e viu a passagem de viajantes ilustres, como o explorador veneziano Marco Polo (1254 - 1324).
Nos tempos modernos, Karimabad também é ponto de parada para viajantes que percorrem outra estrada: a longa e sinuosa Karakoham Highway, que liga a cidade chinesa de Kashgar à capital do Paquistão, Islamabad. Com 1.300 quilômetros de subidas e descidas, ela atravessa três imponentes cadeias montanhosas - Himalaia, Karakoram e Pamir.