Vilarejo em Córdoba é a versão hippie da Argentina
Parece até um micro mundo idealizado por revolucionários dos anos 1960 [...]
San Marcos Sierras, em Córdoba, na Argentina, até parece um micro mundo idealizado por revolucionários dos anos 1960.
Na praça principal de terra batida, um líder empresta seu nome para o principal ponto de encontro, a Plaza del Cacique Tulián. Nas ruas, cruas e com raros veículos, pés descalços pisam os mesmos solos que um dia pertenceram aos indígenas ancestrais Comechingones.
Saem as construções coloniais de detalhes europeus e entram sítios escondidos na mata baixa do Valle de Punilla.
Córdoba hippie
A 153 km de Córdoba, a capital do mel ouve tambores e flautas, no lugar do tango envelhecido que deu fama internacional ao país.
Os rostos encontrados são uma mistura de raças, estilos e ideologias.
No lugar das carnes sangrentas dos famosos cortes argentinos, abundante comida vegetariana preparada com produtos orgânicos.
Enquanto artesões fazem arte, a natureza faz o resto.
San Marcos Sierras, auto declarado 'Território Não Nuclear', é o vilarejo que pouco se importa com as velhas imagens da Argentina e segue em um ritmo bem parecido ao da psicodelia que arrastou grupos de hippies que construíram comunidades alternativas aos pés das serras de Córdoba e deram origem à pequena cidade.
E nós, ingênuos, pensávamos que a Argentina era terreno conhecido.
Entre as atrações turísticas (e naturais), tem caminhadas pela Quebrada, uma trilha em meio à natureza e endereços históricos, como o Rio Quilpo, de águas cristalinas, e o Cerro de la Cruz, com vista panorâmica da região.
A trilha tem pouco mais de 1,6 km de extensão e uma altura máxima de 355 metros sobre o nível do mar.
Um dos destaques é o belo Paseo de los Duendes, um caminho de túneis arborizados que dá acesso ao simpático Museu Hippie, que conta a história da região.
* Este conteúdo faz parte do projeto América do Sol, outras imagens da América do Sul, um registro clicado e escrito de um mochilão, entre a Patagônia e a Amazônia brasileira, em busca dos destinos sul-americanos menos conhecidos do público brasileiro, como os fiordes do Chile. Por quase nove meses, André Lima e o jornalista Eduardo Vessoni estiveram em 84 cidades de 9 países do continente.