Thales Bretas fala sobre os aprendizados deixados por Paulo Gustavo: 'A arte transforma'
Médico falou sobre o impacto de Paulo Gustavo, a criação dos filhos e a importância de manter viva a memória do humorista através da arte
Mais de quatro anos após a morte de Paulo Gustavo, o legado afetivo e artístico do humorista continua vivo na memória do público - e também dentro da própria família. Nesta terça-feira (2), durante a estreia VIP do musical Meu Filho é um Musical, no Teatro Multiplan, no Rio de Janeiro, Thales Bretas falou com emoção sobre a importância do artista e sobre como pretende apresentar cada vez mais esse universo aos filhos do casal, Gael e Romeu, de 6 anos.
O espetáculo, idealizado por Déa Lúcia e Ju Amaral - mãe e irmã de Paulo Gustavo - revisita momentos marcantes da trajetória do humorista. A obra passa da infância em Niterói até a consagração nacional nos palcos, na televisão e no cinema.
O impacto de Paulo Gustavo para diferentes gerações
Durante o evento, Thales destacou que Paulo Gustavo ultrapassou o papel de humorista e se tornou símbolo de representatividade, afeto e transformação social.
"[Ele inspirou] pessoas do meio LGBT, as famílias homoafetivas, ele continua e vai continuar por muito tempo sendo uma grande inspiração para a gente. Deixou o aprendizado de uma pessoa que batalhou, que chegou onde quis com muita determinação, que tinha muito talento, muito humor, aprendizado de não desistir, de que coisas tristes acontecem, mas que a arte transforma", afirmou, à Quem.
A fala emocionou fãs justamente por refletir algo frequentemente associado ao artista: a capacidade de transformar experiências pessoais, dores familiares e situações cotidianas em conexão coletiva através do humor.
Os filhos querem ver a avó no palco
Thales também contou que pretende levar Gael e Romeu para assistir ao musical em uma sessão especial durante o dia, respeitando a rotina das crianças. "Tem matinê, porque agora eles já dormem umas 20h, afinal eles têm seis anos de idade, né? Agora eles estão na cama, mas quero trazer para a matinê, para uma sessão mais cedo", explicou.
Segundo ele, os meninos já conhecem bem os projetos ligados à memória do pai e demonstram curiosidade em acompanhar tudo mais de perto. "Eles já sabem de tudo: souberam da exposição, sabem do musical. Estão loucos para ver a vovó em cena, porque vovó Déa tem algumas participações e vai ser incrível assim o dia que eles assistirem", contou.
Luto, memória e continuidade afetiva
Desde a morte de Paulo Gustavo, em 2021, vítima da Covid-19 aos 42 anos, Thales Bretas tem compartilhado publicamente momentos de saudade, homenagens e reflexões sobre parentalidade, reconstrução emocional e continuidade da vida.
Especialistas costumam explicar que, em muitos processos de luto, manter viva a memória de quem partiu pode funcionar como uma forma importante de elaboração emocional, especialmente quando existem filhos envolvidos. No caso de Gael e Romeu, o contato com a obra, as histórias e os afetos construídos pelo pai ajuda também a fortalecer esse vínculo afetivo mesmo após a perda.
"Pai superbabão"
Ao falar sobre os filhos, Thales não escondeu o orgulho pela fase que os meninos vivem atualmente. "Eles estão superbem, se desenvolvendo muito, estão lindos, divertidos, inteligentes. Eu sou suspeito para falar, né? Eu sou um pai superbabão e tenho muito orgulho de tudo que a gente construiu até hoje juntos."
A declaração reforçou algo que o público acompanha desde antes da morte de Paulo Gustavo: a dedicação intensa do casal à construção da família e ao sonho da paternidade. Hoje, através da memória, da arte e da convivência diária, esse legado continua sendo transmitido às novas gerações.
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