Só caminhar já ajuda a manter a saúde em dia? Veja o que dizem especialistas
A caminhada contribui para o bom funcionamento do coração, além de combater o sedentarismo, mas se mostra menos eficaz para estimular determinadas regiões do corpo
Diversos estudos indicam que o hábito de caminhar pode favorecer tanto a saúde mental quanto a física, ajudando a prevenir doenças cardiovasculares. O exercício, inclusive, costuma ser recomendado principalmente para idosos ou para pessoas que desejam iniciar a prática de atividades físicas. Mas, afinal, apenas esse tipo de movimento é suficiente para manter o corpo em dia?
É preciso mais do que caminhar
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os adultos devem fazer entre 150 e 300 minutos de atividade física moderada ou entre 75 e 150 minutos de exercícios intensos por semana. Portanto, na teoria, caminhadas diárias de cerca de 20 minutos seriam a solução para promover o bem-estar geral. Na prática, contudo, o tipo de movimento por si só não é capaz influenciar e gerar efeitos no organismo como um todo.
Em entrevista ao 'The New York Times', o fisiologista Alex Rothstein apontou que o "exercício é uma atividade estruturada, mensurável e que desafia o corpo". No entanto, muitas pessoas se concentram apenas em cumprir uma determinada quantidade de passos. Assim, recorrem a treinos mais lentos, que, apesar de gastarem certa energia e ajudarem a regular indicadores corporais, como a pressão arterial, não estimulam o organismo a ponto de contribuir para a longevidade.
Por isso, a principal recomendação do especialista é aumentar progressivamente a intensidade do movimento, optando por terrenos variados ou com subidas. Para jornal americano, Mitchell Strong, treinador de um programa de caminhadas, indicou ainda intercalar a atividade leve com períodos de corrida. Além disso, segundo a Associação Americana do Coração, especialmente no caso de idosos, é importante complementar a rotina com musculação pelo menos duas vezes por semana. Dessa forma, é possível trabalhar o equilíbrio, reduzir o risco de quedas e prevenir a perda óssea e de massa muscular.