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Xantelasmas: as manchas amareladas nos olhos podem indicar risco de infarto?

Xantelasmas são lesões amareladas que costumam chamar atenção por aparecerem perto dos olhos, especialmente nas pálpebras. Eles podem indicar risco de infarto?

13 fev 2026 - 11h02
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Xantelasmas são lesões amareladas que costumam chamar atenção por aparecerem perto dos olhos, especialmente nas pálpebras. Apesar de gerarem preocupação estética e dúvidas sobre a saúde do coração, nem sempre indicam um problema grave. Ainda assim, representam um sinal que merece ser observado, principalmente quando surgem em pessoas com outros fatores de risco cardiovascular.

Essas pequenas placas, em geral, não causam dor, coceira ou inflamação intensa. Muitas vezes são descobertas por acaso, em frente ao espelho ou durante uma consulta de rotina com um oftalmologista ou dermatologista. O ponto central é entender que o xantelasma pode refletir alterações no metabolismo das gorduras do corpo e, por isso, funciona como um alerta para investigar o colesterol e o risco de doenças do coração.

Do ponto de vista médico, o xantelasma é considerado um tipo de xantoma, que é o nome dado a acúmulos de lipídios em determinados pontos do corpo – depositphotos.com / gabitodorean
Do ponto de vista médico, o xantelasma é considerado um tipo de xantoma, que é o nome dado a acúmulos de lipídios em determinados pontos do corpo – depositphotos.com / gabitodorean
Foto: Giro 10

O que são xantelasmas e como eles surgem?

O xantelasma é um tipo de depósito de gordura, principalmente de colesterol, que se acumula na pele das pálpebras. Ele aparece como manchas ou placas levemente elevadas, de cor amarela ou amarelada, geralmente localizadas perto do canto interno dos olhos. Podem surgir em uma ou em ambas as pálpebras, tanto superiores quanto inferiores, e costumam crescer de forma lenta ao longo do tempo.

Do ponto de vista médico, o xantelasma é considerado um tipo de xantoma, que é o nome dado a acúmulos de lipídios em determinados pontos do corpo. Esses depósitos se formam quando há excesso de gorduras circulando no sangue ou alterações na forma como o organismo processa o colesterol. Em algumas pessoas, a lesão aparece mesmo com exames aparentemente normais, o que mostra que outros fatores, como predisposição genética e características da própria pele, também participam do processo.

Além da região dos olhos, xantomas podem surgir nos tendões, cotovelos, joelhos e outras áreas, mas o xantelasma palpebral é o mais visível e o que mais chama atenção. Apesar da aparência marcante, trata-se de uma lesão benigna. O que desperta interesse da comunidade científica é a possível ligação entre esses depósitos e o risco cardiovascular, especialmente em adultos a partir da meia-idade.

Qual a relação entre xantelasma, colesterol e risco cardiovascular?

A palavra-chave nesse tema é xantelasma, justamente porque ele pode ser um marcador indireto de alterações nos lipídios. Em muitos casos, pessoas com xantelasmas apresentam colesterol LDL elevado (o chamado "colesterol ruim"), triglicerídeos aumentados ou redução do HDL, que é o "colesterol bom". Esses desequilíbrios favorecem a formação de placas de gordura nas artérias, processo conhecido como aterosclerose, ligado a infarto e AVC.

Estudos populacionais indicam que, em determinados grupos, a presença de xantelasma se associa a maior probabilidade de doença cardiovascular ao longo dos anos, mesmo quando os níveis de colesterol não estão extremamente altos. Porém, essa associação não é absoluta. Há pessoas com xantelasma e exames normais, assim como indivíduos com colesterol muito elevado que nunca desenvolvem essas lesões nas pálpebras.

Por isso, especialistas reforçam que o xantelasma não é um diagnóstico de infarto nem uma sentença de que algo grave vai acontecer. Ele funciona como um sinal de alerta: quando aparece, recomenda-se investigar o perfil de gorduras no sangue e outros fatores de risco, como pressão alta, diabetes, tabagismo, sedentarismo e histórico familiar de doença cardiovascular precoce. O risco global é definido pela combinação desses elementos, e não por uma única lesão na pele.

Quando o xantelasma exige atenção médica?

Embora não seja uma emergência, a presença de xantelasma é um motivo válido para buscar avaliação profissional. Em geral, orienta-se procurar um dermatologista ou oftalmologista para confirmar o diagnóstico e um clínico geral ou cardiologista para investigar o risco cardiovascular. Essa investigação é especialmente importante quando o xantelasma surge em pessoas jovens, em quem se suspeita de alterações hereditárias no metabolismo do colesterol.

Alguns exames laboratoriais costumam ser recomendados como parte dessa avaliação:

  • Perfil lipídico completo: colesterol total, LDL, HDL e triglicerídeos.
  • Glicemia de jejum e HbA1c: para investigar diabetes ou pré-diabetes.
  • Função tireoidiana: alterações na tireoide podem impactar o metabolismo das gorduras.
  • Função hepática e renal: para descartar doenças que interferem no equilíbrio dos lipídios.

Dependendo da idade, do histórico familiar e de outros fatores, o médico pode sugerir exames adicionais para estratificar o risco cardiovascular, como avaliação da pressão arterial, eletrocardiograma ou, em casos selecionados, exames de imagem das artérias. Em paralelo, quem se incomoda com o aspecto estético pode discutir opções de remoção do xantelasma, como laser, cirurgia ou outros procedimentos dermatológicos, sempre ciente de que o tratamento local não substitui o controle do colesterol.

Em geral, orienta-se procurar um dermatologista ou oftalmologista para confirmar o diagnóstico e um clínico geral ou cardiologista para investigar o risco cardiovascular – depositphotos.com / evgenyataman
Em geral, orienta-se procurar um dermatologista ou oftalmologista para confirmar o diagnóstico e um clínico geral ou cardiologista para investigar o risco cardiovascular – depositphotos.com / evgenyataman
Foto: Giro 10

Quais hábitos ajudam a reduzir o risco cardiovascular?

Mesmo quando o xantelasma não está diretamente ligado a alterações importantes do colesterol, a presença desse achado cutâneo é vista por muitos profissionais como uma oportunidade para revisar o estilo de vida. Medidas simples, baseadas em evidências, contribuem para diminuir o risco de doenças do coração e dos vasos sanguíneos.

  1. Alimentação equilibrada

    Priorizar frutas, verduras, legumes, grãos integrais, feijões e fontes magras de proteína, como peixes e aves sem pele. Reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados, frituras, embutidos, carnes gordas e produtos ricos em gordura trans e açúcar.

  2. Atividade física regular

    Manter rotina de exercícios aeróbicos, como caminhada, corrida leve, ciclismo ou natação, somando pelo menos 150 minutos por semana em intensidade moderada, conforme orientação profissional.

  3. Controle do tabagismo

    Abandonar o cigarro e outros produtos derivados do tabaco é uma das principais formas de reduzir o risco de infarto e AVC. Em muitos casos, programas de cessação e apoio medicamentoso podem ser indicados.

  4. Monitoramento da pressão e da glicose

    Medir periodicamente a pressão arterial e realizar exames para acompanhar a glicemia, ajustando tratamento e hábitos conforme a orientação da equipe de saúde.

  5. Acompanhamento médico periódico

    Fazer consultas regulares permite revisar exames, atualizar metas de colesterol e identificar precocemente qualquer alteração relevante.

Em resumo, o xantelasma é um marcador visível que, em algumas situações, sinaliza maior probabilidade de alterações no colesterol e de problemas cardiovasculares. Embora não seja, por si só, um diagnóstico de infarto, funciona como um lembrete para olhar com mais atenção para o coração, para os vasos sanguíneos e para os hábitos do dia a dia, sempre com base em avaliação médica individualizada.

Giro 10
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