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SOP mudou de nome? Entenda o que é a SOMP, a nova sigla da condição

Entenda por que a antiga SOP agora é chamada de Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina

14 mai 2026 - 17h33
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Uma das condições hormonais mais comuns entre as mulheres acaba de passar por uma mudança histórica.

Saiba mais sobre a mudança do nome da doença
Saiba mais sobre a mudança do nome da doença
Foto: Shutterstock / Alto Astral

Após um consenso que reuniu 56 organizações científicas de todo o mundo, a antiga Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) agora se chama oficialmente Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP).

A mudança foi publicada na renomada revista médica The Lancet. O objetivo principal é corrigir um erro que persistiu por décadas.

O nome antigo focava apenas nos ovários, mas a ciência já provou que essa condição é muito mais complexa e envolve todo o sistema metabólico e endócrino da mulher.

Por que o nome mudou?

O termo "policísticos" era, na verdade, enganoso. O que os médicos veem no ultrassom não são cistos patológicos, mas sim pequenos folículos que tiveram seu crescimento interrompido.

Além disso, focar apenas nos "cistos" fazia com que muitas mulheres e até médicos ignorassem outros sintomas graves.

A nova nomenclatura, SOMP, deixa claro que a síndrome envolve vários hormônios (poliendócrina) e afeta o metabolismo como um todo.

O que a SOMP causa no corpo?

A síndrome afeta mais de 170 milhões de mulheres no planeta. Ela vai muito além da saúde ginecológica. Confira os principais sinais e riscos:

  • Hormônios em desequilíbrio: Envolve alterações na insulina e nos hormônios masculinos (androgênios).

  • Resistência à insulina: Presente em cerca de 85% das pacientes, facilitando o ganho de peso.

  • Sintomas visíveis: Ciclos irregulares, acne, queda de cabelo e aumento de pelos no rosto e corpo.

  • Saúde emocional: Taxas mais altas de ansiedade e depressão devido ao impacto na autoestima.

  • Riscos metabólicos: Maior chance de desenvolver diabetes tipo 2, colesterol alto e pressão alta.

O diagnóstico e o tratamento mudam?

Não. Se você já tem o diagnóstico de SOP, não precisa se preocupar. Os critérios médicos continuam os mesmos, assim como as formas de tratamento.

O que os especialistas esperam é que, com o nome correto, o diagnóstico seja feito mais cedo.

Hoje, estima-se que 70% das mulheres com a síndrome ainda não sabem que a têm. O tratamento continua sendo individualizado, podendo incluir:

  1. Mudanças no estilo de vida (alimentação e exercícios).

  2. Uso de anticoncepcionais ou medicamentos para controle da insulina.

  3. Acompanhamento para fertilidade, se necessário.

Transição gradual

A troca do nome nos consultórios, exames e sistemas de saúde será feita aos poucos, em um processo que deve durar cerca de três anos.

A meta é que, até 2028, todos os países já utilizem o termo SOMP.

Para as pacientes, essa é uma vitória. O novo nome traz mais visibilidade para uma doença que exige cuidados multidisciplinares.

Agora, o foco sai apenas dos ovários e passa a ser a saúde integral da mulher.

Alto Astral
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