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Por que a insulina é usada por fisiculturistas? Veja os riscos da prática

Caso envolvendo a morte do fisiculturista Gabriel Ganley reacendeu o debate sobre o uso de hormônios e os perigos da hipoglicemia no fisiculturismo

25 mai 2026 - 12h45
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A morte do fisiculturista amador e influenciador Gabriel Ganley, de 22 anos, reacendeu discussões sobre o uso de hormônios e medicamentos no universo da hipertrofia. Segundo informações divulgadas pela imprensa, a suspeita é de que ele tenha sofrido um quadro de hipoglicemia — condição causada pela queda perigosa dos níveis de açúcar no sangue.

Uso de insulina no fisiculturismo pode aumentar o risco de hipoglicemia grave e complicações cardiovasculares
Uso de insulina no fisiculturismo pode aumentar o risco de hipoglicemia grave e complicações cardiovasculares
Foto: reprodução/redes sociais / Sport Life

Nas redes sociais, Gabriel falava abertamente sobre protocolos voltados para ganho de massa muscular. O caso, que ainda é investigado, também trouxe atenção para o uso de insulina no fisiculturismo, uma prática conhecida dentro do meio, mas que envolve riscos importantes para a saúde.

Por que a insulina é usada no fisiculturismo?

A insulina é um hormônio produzido naturalmente pelo pâncreas e tem como principal função ajudar a glicose a entrar nas células para ser usada como fonte de energia.

No tratamento médico, ela é usada principalmente por pessoas com diabetes. Porém, no fisiculturismo, alguns atletas utilizam o hormônio em protocolos voltados para hipertrofia.

Isso acontece porque a insulina também possui efeito anabólico. Ou seja, ela ajuda no transporte de nutrientes para dentro das células musculares, favorecendo o crescimento do tecido muscular.

Além disso, a substância pode ser utilizada em fases de "bulking", período em que atletas aumentam bastante a ingestão calórica para ganhar peso e massa muscular.

Em alguns protocolos, a insulina também aparece associada ao hormônio do crescimento, conhecido como GH.

Qual é o risco da prática?

O principal perigo está justamente no controle da glicemia. Quando a insulina é utilizada sem necessidade médica ou em doses inadequadas, ela pode provocar uma queda brusca do açúcar no sangue.

Esse quadro é chamado de hipoglicemia.

Entre os sintomas mais comuns estão:

  • Tontura.
  • Tremores.
  • Suor excessivo.
  • Fraqueza.
  • Confusão mental.
  • Taquicardia.
  • Desmaios.

Nos casos mais graves, a hipoglicemia pode evoluir para convulsões, coma e até morte.

Hipoglicemia pode ser fatal

Quando o organismo fica sem glicose suficiente, o corpo inteiro sofre, principalmente o cérebro. Isso porque a glicose é uma das principais fontes de energia do organismo.

Em uma crise severa, o corpo libera hormônios como adrenalina para tentar compensar a queda da glicemia. Como consequência, podem surgir alterações cardíacas, arritmias e perda de consciência.

O risco aumenta ainda mais quando medicamentos hormonais são usados sem acompanhamento adequado ou sem indicação clínica.

Uso de hormônios exige acompanhamento médico

O uso de substâncias hormonais para fins estéticos ou de performance continua sendo motivo de preocupação entre profissionais da saúde. Isso porque protocolos divulgados nas redes sociais nem sempre levam em consideração os riscos metabólicos e cardiovasculares envolvidos.

Além disso, cada organismo reage de maneira diferente ao uso dessas substâncias. Por isso, tratamentos hormonais devem ser feitos apenas com indicação e acompanhamento médico.

Sport Life
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