Pinta ignorada no rosto leva jovem a diagnóstico de câncer de pele agressivo aos 21 anos
Caso chama atenção para sinais discretos de câncer de pele e importância do diagnóstico precoce
O que parecia apenas uma nova sardinha acabou levando a um diagnóstico inesperado para a estadunidense Juliah Thompson, de 21 anos. Acostumada a conviver com várias pintas no corpo, ela não estranhou ao notar uma nova marca no rosto até perceber mudanças ao longo dos meses.
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"Ficava na parte superior direita da minha bochecha", disse ao Daily Mail. "Mas, sinceramente, não achei que fosse nada. Eu achei que fosse só uma nova sardinha, sendo bem honesta. Só pensei: 'aff, ok, fiquei tempo demais no sol'".
Moradora do estado do Arizona, nos Estados Unidos, Thompson afirma que sempre teve cuidados com a pele, como o uso diário de protetor solar e roupas de proteção ao se expor ao sol. Ainda assim, a pequena mancha quase imperceptível começou a mudar. Nos meses seguintes, a pinta escureceu e aumentou, chegando ao tamanho de uma ervilha. A mudança motivou a busca por avaliação médica no início de 2026.
Segundo ela, a dermatologista demonstrou preocupação imediata e solicitou exames. O resultado confirmou um caso de melanoma, considerado o tipo mais agressivo de câncer de pele. Apesar de estar em estágio inicial, o tumor apresentava crescimento rápido. "Quando ele me contou por telefone, eu fiquei em choque. Nem lembro da ligação direito, porque só pensava: 'Meu Deus, eu tenho câncer de pele'".
A recomendação médica foi pela retirada imediata da lesão. O procedimento exigiu uma incisão de cerca de cinco centímetros no rosto, com possibilidade de cicatriz permanente. Dois dias após o diagnóstico, a cirurgia foi realizada.
O dermatologista responsável pelo caso, Michael Christopher, afirmou que o uso de um dermatoscópio, equipamento que amplia a visualização da pele, foi essencial para identificar características suspeitas que não seriam visíveis a olho nu.
Segundo ele, cerca de 80% dos médicos poderiam não ter identificado o câncer apenas com observação simples. Ao compartilhar imagens da lesão com outros especialistas, apenas 20% indicaram a necessidade de biópsia. Em 2020, cerca de 57 mil pessoas morreram por melanoma no mundo, conforme dados da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer.
Especialistas associam a doença, principalmente, à exposição solar. Dermatologistas recomendam que pacientes observem alterações em pintas existentes ou o surgimento de novas marcas. Entre os sinais de alerta estão mudanças de formato, cor, tamanho e evolução ao longo do tempo.