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Câncer de pele: 11 mitos que atrasam o diagnóstico, alerta dermatologista

Veja mitos, sinais de alerta e como prevenir o câncer de pele com atitudes simples e diárias.

2 mar 2026 - 12h39
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O câncer de pele é o tumor mais frequente no Brasil. Mesmo assim, ainda é cercado por dúvidas. Essa confusão atrasa o diagnóstico e faz muita gente minimizar sinais importantes. E isso pode custar tempo.

Foto: Reprodução/Shutterstock
Foto: Reprodução/Shutterstock
Foto: Saúde em Dia

Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam cerca de 263 mil novos casos por ano de câncer de pele não melanoma. O número representa aproximadamente 30% dos tumores malignos diagnosticados no país.

Por que o câncer de pele ainda é subestimado?

Para o dermatologista Dr. Matheus Rocha, o maior risco é achar que sempre será óbvio. Nem sempre é. "É um câncer muito comum, mas ainda cercado de mitos", afirma o médico. Ele alerta que a lesão pode ser discreta.

"Nem sempre dói, nem sempre começa como uma pinta escura e não atinge apenas quem vai à praia", diz Rocha.

Informação muda o desfecho. Quanto mais cedo os sinais são reconhecidos, maior a chance de cura. Isso vale para diferentes tipos de tumor.

Tipos de câncer de pele: não melanoma e melanoma

O câncer de pele se divide em dois grandes grupos. O não melanoma é o mais comum.

Ele inclui o carcinoma basocelular, que tende a crescer lentamente. E o carcinoma epidermóide, que pode ser mais agressivo.

Já o melanoma é menos frequente, mas é o mais perigoso. Ele tem maior capacidade de se espalhar.

Segundo Rocha, entender essa diferença reduz atrasos. "O melanoma pode evoluir rapidamente se não for identificado no início."

11 mitos e verdades sobre câncer de pele

A seguir, veja dúvidas comuns que confundem muita gente. Use como guia, sem substituir consulta médica.

A regra é simples: mudança na pele merece atenção. E persistência também.

1) "Só quem pega muito sol terá câncer de pele"

Mito. O sol é o principal fator de risco, mas não é o único.

Genética e histórico familiar também contam. "Pacientes com familiares de primeiro grau diagnosticados devem manter acompanhamento regular", orienta Rocha.

2) "Protetor solar ajuda a prevenir"

Verdade. O uso regular reduz danos dos raios ultravioleta.

"O ideal é FPS 50 ou superior, com reaplicação a cada duas horas", diz o médico. E ele reforça: filtro não substitui barreiras.

3) "Só pessoas de pele clara desenvolvem"

Mito. O risco é maior em peles claras, mas qualquer pessoa pode ter.

Em peles negras, algumas lesões aparecem em áreas menos óbvias. Palmas, plantas e unhas merecem observação.

4) "É uma doença apenas de idosos"

Mito. A incidência aumenta com a idade, pelo efeito acumulado do sol.

Mas há crescimento de diagnósticos também em adultos mais jovens. Por isso, o cuidado não deve esperar.

Sinais de alerta: o que observar no espelho

Muita gente espera dor, coceira ou sangramento. Só que isso pode não existir no começo.

"Mudança é o principal sinal de alerta", resume Rocha. A dica é comparar a pele ao longo do tempo.

Uma estratégia útil é a regra do ABCDE, muito usada para melanoma:

  • A: assimetria.

  • B: bordas irregulares.

  • C: cores variadas.

  • D: diâmetro acima de 5 mm.

  • E: evolução da lesão.

Se uma pinta cresce, muda ou "fica estranha", vale investigar. O mesmo vale para feridas persistentes.

5) "Queimaduras na infância aumentam o risco"

Verdade. Os danos da radiação UV são acumulativos.

"O efeito da radiação é acumulativo. Cada episódio de queimadura conta", diz o especialista. Proteção desde cedo faz diferença.

6) "Os sintomas são sempre visíveis"

Mito. Pode ser uma lesão pequena e discreta.

Às vezes parece "nada demais" e passa batido. Por isso, o acompanhamento dermatológico é importante.

7) "Melanoma é sempre uma pinta preta"

Mito. Existem melanomas sem pigmento escuro.

Eles podem ser rosados, avermelhados ou da cor da pele. Isso confunde e atrasa a procura por ajuda.

8) "Manchas vermelhas podem ser câncer"

Verdade. Manchas que descamam, sangram ou não cicatrizam merecem avaliação.

Feridas persistentes também entram no alerta. Principalmente em áreas muito expostas ao sol.

Diagnóstico e tratamento: o que esperar

Muita gente imagina que só existe um exame. Mas a suspeita pode começar no consultório.

A confirmação costuma vir com biópsia, quando indicada. O importante é não adiar a investigação.

9) "O diagnóstico é feito apenas por biópsia"

Depende. O médico pode suspeitar no exame clínico e na dermatoscopia.

A biópsia confirma o tipo de lesão. E orienta o melhor tratamento.

10) "Dor é um sinal comum"

Nem sempre. A maioria dos tumores não dói no início.

Por isso, esperar dor pode atrasar o cuidado. Mudança e persistência são mais úteis como sinais.

11) "É fácil tratar e não precisa acompanhar"

Depende. Quando é precoce, as taxas de cura são altas.

Mas o acompanhamento continua essencial. "Quem já teve câncer de pele precisa manter vigilância contínua", alerta Rocha.

Prevenção no dia a dia: checklist simples

A prevenção não depende só de praia. Ela é feita no cotidiano, inclusive na rua.

Algumas medidas ajudam muito, quando viram hábito.

  • Use protetor com FPS 50+ e reaplique a casa 2h ou conforme orientação do fabricante.

  • Evite sol forte entre 10h e 16h.

  • Prefira sombra e use chapéu, óculos e roupas.

  • Observe pintas e manchas uma vez por mês.

  • Procure o dermatologista ao notar mudanças.

Pequenas escolhas, repetidas, reduzem o risco. E aumentam a chance de detectar cedo.

Diagnóstico precoce salva vidas

O câncer de pele é comum, mas não deve ser banalizado. Em saúde, "depois eu vejo" pode custar caro.

"Uma pinta que mudou, uma ferida que não cicatriza ou uma mancha diferente devem ser investigadas", diz Rocha.

Se algo na sua pele chamou atenção, anote e fotografe para comparar. E marque uma avaliação médica.

Saúde em Dia
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