Modelo Mariana Weickert é diagnosticada com tipo de câncer de pele; entenda os riscos e tratamentos da doença
Ela compartilhou a notícia em suas redes sociais, com o intuito de relembrar seus seguidores sobre a importância da prevenção
A modelo Mariana Weickert foi diagnosticada com carcinoma basocelular (CBC), um tipo de câncer de pele. Foi o que ela revelou em suas redes sociais nesta quinta-feira, dia 27, com o intuito de alertar os seus seguidores sobre a importância da prevenção. “É um tipo de câncer leve e, graças a Deus, está tudo sob controle. Mas, sim, poderia ter sido evitado”, relatou. Confira mais sobre o caso e entenda os riscos e tratamentos da doença.
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Mariana conta que esse foi um diagnóstico que nunca passou por sua cabeça que ela receberia. E que apesar de ser um tipo “leve” de câncer, ainda é um câncer. Ela comenta que, por o Brasil ser um país tropical, é comum que as pessoas se exponham ao sol sem nem perceber – e que usar protetor solar, assim como se atentar à própria pele, não é só um detalhe.
“Quis dividir isso não pra causar algum alarde, nada disso. Mas pra lembrar que a prevenção é sempre o melhor caminho. A verdade é que a gente se perde na rotina, coloca mil prioridades na frente e esquece que a gente é o que mais importa. [...] Eu to bem, vou cuidar direitinho. Sigo a vida mais atenta, mais cuidadosa e se eu puder transformar esse meu susto em prevenção para alguém, já valeu”, disse a modelo em relato publicado em suas redes sociais.
Mas, afinal, o que é o carcinoma basocelular (CBC)?
O CBC é um tipo de câncer de pele que se origina nas “células basais”, que ficam na camada mais profunda da epiderme (a parte externa da pele), conforme explicou Veridiana Pires de Camargo, oncologista clínica da Beneficência Portuguesa de SP, ao Terra.
“O CBC é o tipo mais comum de câncer de pele. Ele costuma crescer lentamente, de forma local, invadindo a pele e tecidos próximos. Mas raramente, em menos de 5% dos casos, se espalha pelo organismo causando metástase. Acredita se que, nos casos mais comuns, há alterações no DNA das células basais, geralmente relacionadas à exposição aos raios ultravioleta (UV), o que causa a proliferação descontrolada dessas células”, detalhou a especialista.
Quais os sinais de alerta?
Esse câncer costuma se manifestar principalmente em áreas expostas ao sol, como no rosto, pescoço e braços. Sendo assim, é importante se atentar a sinais como:
- Nódulo ou pápula perolada/translúcida, às vezes com vasos finos aparentes;
- Mancha plana ou levemente elevada, avermelhada, escamosa ou irritada, que pode ser confundida com eczema ou lesão benigna;
- Ferida ou “crostinha” que não cicatriza ou que cicatriza e reaparece, podendo sangrar;
- Lesão que lembra uma cicatriz, com bordas pouco definidas e pele esticada ou brilhante.
Em caso de sinais do tipo, é fundamental buscar um especialista. “O diagnóstico geralmente é feito por um dermatologista, com exame clínico da pele e, se houver suspeita, por meio de biópsia: coleta de uma amostra da lesão para análise microscópica. A biópsia permite confirmar se a lesão é realmente um CBC e determinar qual subtipo, o que ajuda a orientar o tratamento”, explica a oncologista.
Além disso, há fatores de risco associados ao desenvolvimento da doença que vão além da exposição prolongada ao sol e ao uso de bronzeamento artificial. A médica conta que é importante considerar o histórico pessoal ou familiar de câncer de pele do paciente. Além disso, pessoas com pele clara, cabelos loiros ou ruivos, e olhos claros têm maior tendência a receberem o diagnóstico.
Lesões cutâneas prévias, cicatrizes, áreas de inflamação crônica, queimaduras ou danos cutâneos também são fatores de risco. Em casos raros, outras formas de radiação ou produtos químicos também podem contribuir para o desenvolvimento do câncer.
Como é o tratamento?
O tratamento depende de fatores como tamanho do câncer de pele, localização da lesão, risco de recidiva, idade e condições gerais do paciente. Mas os meios mais comuns são:
- Cirurgia para remoção do tumor com margem de pele normal;
- Terapia tópica com pomada;
- Radioterapia como tratamento definitivo quando não é possível operar;
- E terapias sistêmicas, que envolvem medicamentos via oral para não candidatos à cirurgia ou radioterapia, dependendo da extensão, agressividade ou localização do tumor.
Como prevenir?
Há como reduzir os riscos de desenvolver um câncer de pele do tipo por meio de algumas ações cotidianas como evitar exposição excessiva ao sol em horários de maior índice de radiação ultravioleta (como ao meio dia), usar proteção solar adequada mesmo que em dias nublados e fazer exames de forma periódica – tanto autoexames, observando mudanças no corpo, quanto idas regulares a dermatologistas.
