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Orientações importantes sobre os repelentes contra a dengue

Médica explica sobre os ativos que afastam os mosquitos e como aplicar o produto em idosos e crianças

21 fev 2024 - 15h01
(atualizado às 18h31)
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De acordo com o painel de monitoramento do Ministério da Saúde da última segunda-feira (19/02), os casos de dengue no país passaram de 650 mil, com 113 mortes em decorrência da doença desde o início de 2024 - sendo que 438 óbitos continuam sendo investigados. Por isso, além de outras formas de combate ao mosquito transmissor do vírus, se torna importante falar sobre o uso dos repelentes para a pele, uma vez que muitos podem não ter eficácia contra o mosquito o Aedes aegypti.

Uso de repelentes é importante para prevenir a dengue
Uso de repelentes é importante para prevenir a dengue
Foto: Elizaveta Galitckaia | Shutterstock / Portal EdiCase

Repelentes recomendados pela ANVISA

Segundo a dermatologista Geisa Costa, os três principais ativos contra o mosquito Aedes aegypti, aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), são:

  • DEET (N-N-dietilmetatoluamida);
  • IR3535 (etil butilacetilaminopropionato);
  • Icaridina (picaridina).

"Os repelentes são capazes de confundir os receptores de odores, que se localizam nas antenas dos insetos. Com isso, eles têm dificuldade em 'encontrar' a pessoa. As chances de picadas diminuem", explica a especialista, que é diretora clínica e fundadora do Art Beauty Center.

Cuidados com a aplicação em crianças

Apesar dos benefícios dos repelentes, Geisa Costa alerta para os cuidados com a aplicação em crianças menores de dois anos. "Aqueles repelentes com a substância DEET não devem ser usados por essa faixa etária, pois, como a pele é sensível, absorve rapidamente o ativo, e também corre o risco de a criança passar a mão pelo corpo e colocar na boca ou coçar os olhos. Tudo isso pode levar a reações e irritações. Já entre dois e 12 anos, os produtos com DEET estão liberados, desde que a concentração máxima seja de 10%, e sem ultrapassar três aplicações por dia", explica.

Por isso, a dermatologista recomenda o uso de calça e blusa de manga comprida mais leve, o investimento em mosquiteiros para berços e camas, além de telas para portas e janelas. É aconselhado, ainda, evitar lugares muito arborizados ou próximos de água, que podem ter mais concentração de insetos.

Repelentes com Icaridina ou IR3535 são os mais recomendados para os idosos
Repelentes com Icaridina ou IR3535 são os mais recomendados para os idosos
Foto: encierro | Shutterstock / Portal EdiCase

Contraindicações para idosos

Segundo a especialista, as contraindicações de repelentes para idosos dependem de alguns fatores, como alergia ou pele irritada. "Para a terceira idade, oriento repelentes com icaridina ou IR3535, que são mais suaves e apresentam menos probabilidade de causar irritação na pele. Mas o idoso também pode consultar o seu médico em caso de dúvida, pois ele tem o histórico de saúde e saberá indicar o melhor ativo", argumenta Geisa Costa. 

Quais são os melhores repelentes para se proteger da dengue? Quais são os melhores repelentes para se proteger da dengue?

Orientações gerais para o uso de repelentes

Abaixo, confira algumas orientações gerais importantes sobre o uso de repelentes:

  • Procure por esses ativos na embalagem: DEET (N-N-dietilmetatoluamida), IR3535 (ou etil butilacetilaminopropionato) ou icaridina (ou picaridina);
  • Verifique se o rótulo traz informações sobre a ação em insetos, como dengue, chikungunya e zika;
  • Repelente deve ser aplicado nas áreas expostas do corpo. Ele só pode ser usado por cima das roupas se essa informação estiver na embalagem;
  • Aplique o repelente depois do protetor solar;
  • Não passe o produto em pele com feridas abertas;
  • Evite a área próxima aos olhos e à boca;
  • Se tiver contato com os olhos, lave imediatamente com água corrente.

Por Ana Marigliani

Portal EdiCase
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