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Alerta: leptospirose pode ser confundida e atrasar tratamento

Doença comum após enchentes pode parecer gripe ou dengue e evoluir rápido sem diagnóstico correto

22 jan 2026 - 18h37
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A leptospirose é uma infecção grave. E costuma aparecer após períodos de chuvas intensas.

Entenda mais sobre a leptospirose. Foto: Shutterstock
Entenda mais sobre a leptospirose. Foto: Shutterstock
Foto: Saúde em Dia

O problema é que, no início, ela se parece com doenças comuns. Gripe, virose e até dengue entram facilmente na lista de suspeitas.

Esse erro no reconhecimento pode atrasar o tratamento. E o atraso aumenta o risco de complicações sérias.

Em 2025, o estado de São Paulo registrou 364 casos confirmados da doença. O número é maior do que o observado em 2024.

Segundo infectologistas do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), o tempo é  decisivo. As primeiras 48 horas após os sintomas fazem toda a diferença.

O que é leptospirose e como ocorre a infecção

A leptospirose é causada por uma bactéria presente na urina de animais infectados. Ratos são os principais transmissores.

Durante enchentes e alagamentos, a urina se mistura à água e à lama. O contato com esse ambiente permite a entrada da bactéria no organismo.

A infecção pode ocorrer por:

  • Pequenos cortes na pele

  • Mucosas

  • Contato prolongado com água contaminada

Por isso, períodos chuvosos aumentam o risco. Principalmente em áreas com acúmulo de lixo e esgoto.

Por que a leptospirose é tão confundida?

O principal desafio está nos sintomas iniciais. Em cerca de 90% dos casos, eles são genéricos.

  • Febre alta.
  • Dor de cabeça.
  • Mal-estar intenso.

Esses sinais são comuns a várias infecções virais. E isso faz muita gente adiar a ida ao médico.

"O início da leptospirose é invisível", alertam especialistas do HSPE. O paciente acredita que é apenas uma gripe forte. Enquanto isso, a bactéria continua agindo no corpo.

O sintoma que merece atenção especial

Apesar de parecer comum, a leptospirose tem um sinal clássico. E ele costuma ser ignorado.

Segundo a infectologista Andrea Almeida, do HSPE, a dor muscular intensa é um alerta.

Principalmente nas panturrilhas, a chamada "batata da perna".

Essa dor costuma ser forte. E diferente da dor muscular comum.

Em um cenário onde dengue e gripe circulam ao mesmo tempo, esse detalhe importa. Ele pode ser decisivo para o diagnóstico correto.

Quando a doença se torna grave

Muitos pacientes só procuram atendimento quando os sintomas pioram. E isso é um risco.

Um dos sinais de agravamento é a icterícia. A coloração amarelada da pele e dos olhos.

Nesse estágio, a leptospirose já pode ter atingido órgãos vitais. Como rins, fígado, pulmões e até o sistema nervoso central.

As complicações incluem:

  • Insuficiência renal

  • Comprometimento hepático

  • Hemorragias

  • Dificuldade respiratória

Quanto mais tarde o diagnóstico, maior o risco.

As primeiras 48 horas fazem diferença

A leptospirose tem alta letalidade. Em 2025, quase 15% dos casos evoluíram para óbito.

Por isso, o tempo é um fator-chave. As primeiras 48 horas de sintomas são decisivas.

"O tratamento eficaz exige antibióticos específicos", explica a Dra. Andrea. Esses medicamentos só devem ser usados com orientação médica.

A automedicação pode piorar o quadro. Anti-inflamatórios, por exemplo, podem agravar lesões renais.

Em casos mais graves, pode ser necessário:

  • Internação hospitalar

  • Suporte respiratório

  • Terapia dialítica

Buscar ajuda cedo salva vidas.

Histórico de exposição é fundamental

Nem sempre o médico consegue suspeitar da leptospirose apenas pelos sintomas.

Por isso, o histórico do paciente é essencial.

Informe sempre se houve:

  • Contato com água de enchente

  • Contato com lama ou entulho

  • Trabalho em áreas alagadas

  • Limpeza de locais atingidos por chuvas

Esse detalhe direciona a investigação.

E acelera a realização de exames laboratoriais.

Em quanto tempo os sintomas aparecem?

O período de incubação varia bastante.Os sintomas podem surgir entre 1 e 30 dias após o contato.

Isso dificulta a associação imediata com a enchente. Muitas pessoas nem lembram da exposição.

Por isso, qualquer febre após esse tipo de contato deve ser avaliada. Mesmo que o episódio tenha ocorrido semanas antes.

Como se proteger da leptospirose

A prevenção ainda é a melhor estratégia. Especialmente em épocas de chuva intensa.

Algumas medidas importantes:

  • Evitar contato com água de enchentes

  • Usar botas e luvas ao limpar locais alagados

  • Não andar descalço em áreas com lama

  • Higienizar bem a pele após exposição

Em caso de feridas, o cuidado deve ser redobrado. A bactéria entra com facilidade por pequenos cortes.

Atenção aos sinais de alerta

Procure atendimento médico imediato se houver:

  • Febre alta súbita

  • Dor intensa nas panturrilhas

  • Dor de cabeça persistente

  • Mal-estar após contato com enchente

Não espere os sintomas passarem sozinhos. Na leptospirose, o tempo é determinante.

Identificar cedo pode evitar complicações graves. E garantir um tratamento mais simples e eficaz.

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