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O que os pais precisam saber antes de escolher um tratamento de miopia para seus filhos

O acompanhamento oftalmológico regular é indispensável para monitorar a evolução do quadro e ajustar a estratégia de controle

7 abr 2026 - 12h36
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica o avanço da miopia como uma "epidemia silenciosa", chamando atenção para a rapidez com que o problema cresce e para seu impacto como desafio de saúde pública global. A organização estima que a prevalência do distúrbio deve aumentar nas próximas décadas, podendo atingir cerca de metade da população mundial até 2050 — reforçando a necessidade de medidas preventivas na infância.

Uma em cada três crianças em idade escolar já apresenta algum grau de miopia
Uma em cada três crianças em idade escolar já apresenta algum grau de miopia
Foto: PeopleImages | Shutterstock / Portal EdiCase

No Brasil, a preocupação é crescente. Segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO), uma em cada três crianças em idade escolar já apresenta algum grau de miopia. Diante desse cenário, identificar o tratamento mais adequado para cada fase da condição, garantindo intervenções precoces e eficazes, é fundamental.

"Antes de qualquer decisão, é importante compreender que a miopia não tem cura. Os tratamentos disponíveis buscam controlar sua progressão, sobretudo na infância, período em que o crescimento ocular é mais rápido e o risco de aumento do grau é maior. Por isso, o acompanhamento oftalmológico regular é indispensável para monitorar a evolução do quadro e ajustar a estratégia de controle", explica Celso Cunha, oftalmologista e consultor da HOYA Vision Care, multinacional japonesa referência global em soluções ópticas de alta tecnologia.

Importância da avaliação oftalmológica

O processo de acompanhamento começa com uma avaliação oftalmológica completa, incluindo refração com dilatação e medição do comprimento axial do olho. Esses exames permitem identificar o grau atual, entender a velocidade de progressão e orientar o tratamento mais apropriado. "Intervir cedo é essencial, já que graus elevados estão associados a complicações futuras, como descolamento de retina e glaucoma", reforça o especialista.

Fatores genéticos e ambientais também influenciam a evolução da miopia
Fatores genéticos e ambientais também influenciam a evolução da miopia
Foto: Wallenrock | Shutterstock / Portal EdiCase

Fatores que influenciam a evolução da miopia

Além dos aspectos clínicos, fatores genéticos e ambientais também influenciam a evolução da miopia. Crianças filhas de pais míopes têm maior predisposição, enquanto hábitos como uso excessivo de telas e pouca exposição à luz natural contribuem de forma significativa para o avanço do problema. "Pausas frequentes durante o uso de dispositivos digitais e atividades ao ar livre fazem diferença na saúde ocular infantil", destaca Celso Cunha.

Tecnologia e inovação no tratamento

Ao avaliar o tratamento ideal, Celso Cunha ressalta que a decisão deve ser sempre individualizada, levando em conta exames detalhados, estilo de vida e necessidades específicas de cada criança. "Com informação, acompanhamento profissional e ajustes na rotina, os pais podem atuar de maneira ativa e eficaz no controle da miopia", afirma.

Mais do que corrigir o erro refrativo, é necessário considerar que a miopia é progressiva e tende a avançar justamente na infância, quando o globo ocular está em desenvolvimento e mais suscetível ao aumento acelerado do grau. Diante desse cenário, é importante reforçar que a escolha pelo melhor método de controle da miopia deve sempre considerar uma análise das particularidades de cada paciente.

Ações que tornam o tratamento da miopia completo

Embora as inovações tecnológicas representem avanços significativos, elas fazem parte de um conjunto maior de ações que incluem acompanhamento clínico contínuo, promoção de hábitos visuais saudáveis e educação das famílias sobre a importância da prevenção. "Dessa forma, o tratamento da miopia infantil se torna mais completo, responsável e alinhado às recomendações de saúde pública, contribuindo para uma visão de longo prazo mais segura e sustentável para crianças e adolescentes", finaliza o consultor da HOYA Vision Care.

Por Fabio Saulo Costa

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