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O que é cardiomiopatia hipertrófica, que causou a morte de Gabriel Ganley

25 mai 2026 - 14h28
(atualizado às 14h33)
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Influenciador fitness e fisiculturista Gabriel Ganley
Influenciador fitness e fisiculturista Gabriel Ganley
Foto: Reprodução/Instagram

A morte do influenciador fitness Gabriel Ganley trouxe atenção para uma doença cardíaca pouco conhecida pelo público, mas considerada uma das principais causas de morte súbita em jovens: a cardiomiopatia hipertrófica.

A condição é caracterizada pelo espessamento anormal do músculo do coração, especialmente na região do ventrículo esquerdo, responsável por bombear sangue para o corpo. Com o aumento dessa musculatura, o coração pode ter dificuldade para funcionar corretamente, comprometendo o fluxo sanguíneo e aumentando o risco de arritmias graves.

Segundo informações obtidas no site oficial da Rede D´Or de hospitais, as causas da cardiomiopatia hipertrófica são majoritariamente genéticas, surgindo como consequência de alguma mutação nos genes ou, até mesmo, de uma condição hereditária.

"É importante ressaltar, porém, que existem outras condições que podem fazer com que o coração do paciente fique com suas paredes mais espessas do que o normal. É o caso, por exemplo, da hipertensão arterial que não recebe o controle apropriado. O bombeamento do sangue no coração com a pressão mais alta do que o normal pode fazer com que as paredes do órgão fiquem mais espessas", diz o texto oficial.

O maior perigo está justamente nas complicações súbitas. A alteração no músculo cardíaco pode desencadear arritmias potencialmente fatais, capazes de provocar parada cardíaca inesperada, inclusive em pessoas jovens e aparentemente saudáveis.

Alguns casos de cardiomiopatia hipertrófica são silenciosos, e o paciente não apresenta sintomas da doença. Por esse motivo, a cardiomiopatia hipertrófica é considerada uma causa comum de morte súbita.

Quando a cardiomiopatia hipertrófica faz com que o paciente apresente sintomas, eles podem ser:

  • Desmaios;
  • Falta de ar;
  • Respiração que fica mais “curta”;
  • Dor no peito;
  • Sensação de palpitações;
  • Pressão no peito ao realizar atividades físicas;
  • Cansaço;
  • Fadiga.

Ao  auscultar as batidas do coração, o médico pode escutar um sopro, de forma a notar que há algo de estranho no corpo do paciente. Conforme avança, a cardiomiopatia hipertrófica pode fazer com que o paciente desenvolva arritmia.

Exercício intenso pode aumentar riscos

Especialistas explicam que atividades físicas de alta intensidade podem representar risco adicional para quem possui a doença sem diagnóstico. Isso porque o esforço extremo aumenta a demanda do coração e pode favorecer alterações elétricas perigosas.

Por esse motivo, atletas profissionais frequentemente passam por avaliações cardiológicas detalhadas antes de competições. Ainda assim, muitos casos só são descobertos após episódios graves.

No universo do fisiculturismo, médicos também alertam para fatores que podem agravar o quadro, como uso de anabolizantes, estimulantes e substâncias hormonais voltadas para desempenho físico. Esses compostos podem elevar pressão arterial, acelerar batimentos cardíacos e aumentar a sobrecarga sobre o coração.

Diagnóstico pode ser feito com exames cardíacos

A cardiomiopatia hipertrófica costuma ser identificada por exames como eletrocardiograma, ecocardiograma e ressonância magnética cardíaca. Como a doença pode ser hereditária, familiares próximos de pessoas diagnosticadas geralmente também são orientados a realizar investigação médica.

A doença não possui cura definitiva, mas existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e reduzir os riscos associados à doença. A abordagem médica varia conforme a intensidade do quadro e o impacto da condição no funcionamento do coração.

Em muitos pacientes, o tratamento envolve medicamentos que ajudam a diminuir o esforço cardíaco e melhorar o relaxamento do músculo do coração, evitando o agravamento do espessamento das paredes cardíacas.

Quando a obstrução do fluxo sanguíneo é mais grave, podem ser indicados procedimentos mais invasivos. Um deles é a cirurgia cardíaca para retirada de parte do músculo espessado, facilitando a circulação do sangue dentro do coração.

Outra possibilidade é um procedimento realizado por cateterismo. Nesse caso, os médicos introduzem um cateter até a região afetada e aplicam substâncias específicas, como álcool, para reduzir o tecido muscular em excesso. O objetivo é diminuir a obstrução causada pela doença e melhorar o funcionamento cardíaco.

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