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Qual é o melhor adoçante? Saiba prós e contras de 10 tipos

Nutricionista recomenda adoçantes naturais, como stévia, sorbitol e manitol, além de sucralose

27 ago 2014
14h53
atualizado em 8/12/2014 às 17h51
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Na prateleira do mercado, a lista de tipos de adoçante é grande: acessulfame K, aspartame, ciclamato de sódio, esteviosídeo/stévia, frutose, manitol, sacarina, sorbitol, sucralose e xilitol. Mas você sabe como escolher a melhor opção?

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“Como profissional e, em uma situação em que todos os estudos mostram-se obscuros, o mais prudente seria a recomendação de produtos que levam em sua composição os adoçantes naturais, como stévia, sorbitol, manitol. A sucralose, embora seja artificial, tem sido a mais utilizada e recomendada pela comunidade científica, pela segurança de uso e pelo paladar mais agradável, já que não deixa gosto residual como outros adoçantes”, disse a nutricionista Alessandra Paula Nunes, da Salutem – Nutrição e Bem Estar.

Para saber prós e contras de cada tipo de adoçante, o Terra conversou com Nunes e com a nutricionista Alessandra Almeida, da Clinica Andrea Santa Rosa. Vale lembrar que a escolha do produto deve ser guiada por um nutricionista ou médico.

1. Acessulfame K

Foto: Getty Images

Detalhes: é um sal derivado do potássio. Para atingir a dose máxima permitida por dia, uma pessoa com 70 kg precisaria consumir diariamente seis litros de um refrigerante zero.

Prós: possui poder adoçante 125 vezes maior que o açúcar.

Contras: a única restrição ao consumo desse adoçante é para portadores de doenças renais ou outras patologias cujo tratamento deve restringir o consumo de potássio.

Calorias: não-calórico

2. Aspartame

Foto: Getty Images


Detalhes: é muito utilizado principalmente nas bebidas dietéticas.

Prós: tem poder adoçante 200 vezes maior que o açúcar.

Contras: existem dúvidas quanto aos malefícios desse adoçante, pois alguns estudos falam do
seu potencial carcinogênico, enquanto outros relatam a segurança do uso.

Calorias: aspartame líquido contém 1,3 cal/10 gotas e em pó 4 cal/g

3. Ciclamato de sódio

Foto: Getty Images

Detalhes: se houvesse um adoçante comercial composto 100% por ciclamato, uma pessoa de 70 kg poderia consumir diariamente, no máximo, seis sachês. Mas não há marca comercial que utilize apenas o ciclamato na composição. Ele está sempre associado a outros adoçantes e, dessa forma, a quantidade presente nos produtos é muito pequena. “Vale ressaltar que, no Brasil, o uso dessa substância é controlado pela Anvisa, que autoriza a comercialização com o limite máximo de 0,04 g de ciclamato para cada 100 g de alimento ou bebidas”, acrescentou a nutricionista Alessandra Nunes.

Prós: adoça 50 vezes mais que o açúcar.

Contras: talvez seja o mais polêmico de todos. É amplamente utilizado em produtos alimentícios e farmacêuticos. No final da década de 1960, iniciaram-se alguns estudos sobre sua toxicidade, já que a metabolização do ciclamato pelo organismo gera um produto tóxico com ação carcinogênica.

A maioria relata risco de desenvolvimento de câncer de trato urinário. As pesquisas sugerem que o consumo em longo prazo de alimentos contendo essa substância, como por exemplo, duas latas de refrigerante dietético por dia, durante 10 anos, seriam suficientes para aumentar em até três vezes a chance da doença. Porém, nada até esse momento se mostrou comprovado, pois todos esses estudos foram realizados com doses acima da recomendada. A nutricionista Alessandra Almeida acrescentou que o produto contém sódio em sua composição e, portanto, é um fator de risco para os hipertensos. 

Calorias: não-calórico

 

4. Esteviosídeo/Stévia

Foto: Getty Images


Detalhes: extraído de uma planta conhecida como Stevia rebaudiana, tem dose diária recomendada de 5,5mg/kg, então uma pessoa de 70 kg poderia consumir 385 mg por dia de steviosídeo. Não tem contraindicação e é totalmente atóxico.

Prós: é natural e possui sabor 300 vezes mais doce que o açúcar. Tem boa estabilidade em altas e baixas temperaturas, podendo ser levado ao fogo e ao congelador.

Contras: possui forte sabor amargo residual.

Calorias: não-calórico

 

5. Frutose

Foto: Getty Images


Detalhes: extraída das frutas maduras, de alguns vegetais e do mel, pode ser consumida por diabéticos, mas só com orientação médica ou de uma nutricionista. Produz 4 cal/g, o mesmo valor da sacarose (açúcar comum). Por essa razão, é desaconselhável para regimes de emagrecimento.

Prós: a frutose é uma vez e meia mais doce que o açúcar, reduzindo assim a quantidade usada, ou seja, precisa de menos frutose para dar o mesmo sabor doce do açúcar.

Contras: não possui limite de consumo, mas o excesso de frutose pode causar aumento nos triglicerídeos sanguíneos e provocar cáries, como informou Alessandra Nunes.

Calorias: 4 cal/g 

 

 6. Manitol

Foto: Getty Images


Detalhes: é um edulcorante natural amplamente encontrado em vegetais como aipo, cebola e beterraba. Seu consumo diário é de 30g a 50g em doses parceladas por dia, embora algumas pessoas não tolerem quantidades superiores a 10g.

Prós: seu poder adoçante é de 70% em relação ao açúcar. Não provoca cáries.

Contras: há relatos de que provoca um significativo efeito laxante quando ingerido em doses elevadas. 

 Calorias: 2,4 cal/grama

 

7. Sacarina

Foto: Getty Images

Detalhes: uma pessoa com 70 kg pode consumir até 28 sachês por dia.

Prós: tem poder adoçante 300 vezes maior que o açúcar.

Contras: até hoje não existem comprovações quanto a sua toxicidade. “Sacarina sódica possui sódio em sua composição, sendo um fator de risco para os hipertensos”, alertou a nutricionista Alessandra Almeida. Seu uso não é indicado em período gestacional, pois é permeável à placenta e de difícil excreção pelo feto, o que estaria associado à diminuição do crescimento do bebê e ao aparecimento de tumores malignos, como informou Alessandra Nunes.

 Calorias: não-calórico

 

8. Sorbitol

Foto: Getty Images

Detalhes: 50% menos doce que o açúcar, seu consumo diário é de 30g a 50g em doses parceladas por dia, embora algumas pessoas não tolerem quantidades superiores a 10g.

Prós: é uma substância natural de algumas frutas e de algas marinhas. Resiste a temperaturas elevadas.

Contras: contraindicado para obesos e diabéticos descontrolados. Doses muito altas são diuréticas e aumentam a perda de cálcio no organismo, segundo Alessandra Nunes.

Calorias: 0,01 cal/gota 

 

9. Sucralose

Foto: Getty Images

Detalhes: embora feita a partir de açúcar e com gosto de açúcar, não é reconhecida pelo organismo como um hidrato de carbono e, por isso, tem zero calorias. É uma alternativa útil para quem está tentando reduzir o açúcar ou a ingestão de calorias. Muitos produtos diet ou light, incluindo refrigerantes, bebidas gasosas e doces, são adoçados com sucralose.

Prós: é cerca de 600 vezes mais doce do que o açúcar e, portanto, pequenas quantidades são necessárias para adoçar bebidas e alimentos.

Contras: “A sucralose, possui cloro em sua composição, que compete com a absorção de iodo na glândula da tireoide, sendo contraindicado para pessoas que possuem distúrbios na tireoide”, segundo a nutricionista Alessandra Almeida.

Calorias: não-calórico           

 

10. Xilitol

Foto: Getty Images

Detalhes: tem sabor semelhante ao da sacarose (açúcar comum). Não é encontrado puro e, normalmente, é usado na composição de adoçante para atenuar o gosto amargo de outros edulcorantes. Seu consumo diário é de 30 g a 50g em doses parceladas por dia, embora algumas pessoas não tolerem quantidades superiores a 10g. Seu poder adoçante corresponde a 50% da sacarose.

Prós: tem o diferencial de causar uma sensação refrescante na saliva.

Contras: doses acima de 30 g/dia podem causar diarreia.

Calorias: 2 cal/g

Fotos: Getty Images

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Fonte: Ponto a Ponto Ideias Ponto a Ponto Ideias
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