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Mounjaro e canetas emagrecedoras podem matar? Entenda os riscos

3 fev 2026 - 04h58
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Pausa no uso de canetas emagrecedoras podem causar ganho de peso em prazo curto, diz estudo
Pausa no uso de canetas emagrecedoras podem causar ganho de peso em prazo curto, diz estudo
Foto: Freepik

O crescimento explosivo do uso de canetas emagrecedoras como Mounjaro, Ozempic e similares acendeu um alerta entre médicos e autoridades de saúde. Vendidas, muitas vezes de forma irregular, como solução rápida para a perda de peso, essas medicações só devem ser utilizadas sob prescrição médica.

Segundo um alerta publicado pela Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA) do Reino Unido, existe um risco maior de pacientes que usam canetas como Mounjaro e Wegovy de desenvolverem pancreatite aguda. 

"As canetas emagrecedoras, incluindo medicamentos da classe dos agonistas do GLP-1, apresentam uma associação rara com pancreatite aguda descrita na literatura médica. A Sociedade Brasileira de Gastroenterologia ressalta que esse evento é incomum e que, na maioria dos casos, ocorre em pacientes que já possuem fatores de risco prévios. Entre eles estão obesidade, histórico de pancreatite, cálculos biliares, consumo excessivo de álcool e alterações metabólicas, como hipertrigliceridemia", diz Dr. Mauro Jacome, médico especialista em endoscopia, cirurgia e gastroenterologia.

O profissional explica que a obesidade já é um fator de risco independente para pancreatite, o que torna essencial uma avaliação individualizada antes e durante o uso dessas medicações. Mas afinal, quais são os riscos das canetas emagrecedoras? Podem matar?

"Esses medicamentos são considerados seguros quando corretamente indicados e acompanhados por um médico. No entanto, a pancreatite aguda, quando ocorre, pode variar de quadros leves a formas graves", conta o médico.

Em situações mais severas, especialmente quando há diagnóstico tardio, presença de obesidade importante ou outras comorbidades associadas. "A pancreatite pode evoluir com complicações graves e, raramente, levar ao óbito. Embora esse desfecho seja incomum, ele reforça a importância do uso responsável e da vigilância clínica", completa.

As complicações da pancreatite aguda podem ser locais ou sistêmicas. Entre as locais estão coleções líquidas, necrose pancreática e infecções. "Nos quadros mais graves, especialmente em pacientes com obesidade, podem ocorrer insuficiência renal, complicações respiratórias, instabilidade hemodinâmica e infecções generalizadas", complementa.

Episódios repetidos podem evoluir para pancreatite crônica, com perda progressiva da função pancreática, impactando a digestão e o controle glicêmico. "A identificação precoce e a suspensão do medicamento, quando indicada, são fundamentais para reduzir esses riscos", conclui.

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