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Minas Gerais tem 36 mortes por febre amarela desde dezembro

Governo estadual decretou estado de emergência por causa de surto da doença em 162 municípios

30 jan 2018
15h55
atualizado às 15h55
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A Secretaria de Saúde de Minas Gerais emitiu um novo boletim epidemiológico com a confirmação de 36 mortes causadas pela febre amarela em todo o estado. O total de acometidos pela doença, no entanto, deve ser ainda maior, pois 13 óbitos ainda estão sob investigação.

Foto: Valdecir Galor/SMCS

O documento traz ainda a informação de que 45 pessoas estão com a doença e já tiveram alta ou ainda estão internadas. A SES não divulgou a quantidade específica de pacientes que se recuperam em casa ou nas suas unidades de saúde. Na mesma situação estão 195 resultados de exames que ainda aguardam a confirmação laboratorial.

Nova Lima, Mariana e Belo Horizonte estão entre os municípios com maior número de casos de febre amarela com 6, 4 e 3 mortes, respectivamente. A capital mineira, aliás, registrou mortes de macacos por febre amarela em julho e novembro do ano passado.  

Zoo e parques municipais fechados em BH

A Fundação de Parques Municipais e Zoo Botânica de Belo Horizonte decidiu interromper as visitas ao zoológico da cidade. A determinação, segundo informou, deve durar até o dia 2 de fevereiro e até lá os macacos serão levados para outro local, mais protegido de mosquitos contaminados com a doença.

Na semana passada, dois parques municipais foram fechados para visitantes em consequência do surto de febre amarela. Animais foram encontrados mortos na região e tiveram material genético analisado. Desde novembro, um dos mais visitados e considerado cartão-postal de BH, o Parque das Mangabeiras está interditado.  

Decreto de emergência em saúde

Em 20 de janeiro o governador Fernando Pimentel decretou estado de emergência em saúde pública em função da febre amarela em 94 cidades mineiras atendidas pelas unidades regionais de Saúde de Belo Horizonte, Itabira e Ponte Nova. Cinco dias depois, a população de mais 68 cidades foram incluídas no decreto que abrange as unidades de Barbacena e Juiz de Fora.  

Com o decreto, o estado pode ampliar ações de combate e controle da doença nessas cidades sem a necessidade de licitação para a aquisição de insumos ou contratação de pessoal especializado, por exemplo. 

Fonte: Terra

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