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Junho Vermelho: tudo o que você precisa saber antes de doar sangue

O Brasil tem estoques críticos nos hemocentros. Por isso, é preciso incentivar que cada vez mais pessoas passem a doar sangue

14 jun 2024 - 10h39
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Hoje é o Dia Mundial do Doador de Sangue (14/06), instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e principal data da campanha Junho Vermelho, que incentiva pessoas de todo o mundo a doar sangue.

Junho Vermelho: tudo o que você precisa saber antes de doar sangue
Junho Vermelho: tudo o que você precisa saber antes de doar sangue
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Aliás, esse período de sensibilização coincide com uma das temporadas de maior necessidade de estímulo às doações, que é a chegada do inverno. Isso porque, na estação, há uma queda acentuada no número de doadores, em razão das temperaturas mais frias e das doenças respiratórias típicas da estação.

A OMS recomenda que o percentual ideal de doadores para um país esteja entre 3,5% e 5% de sua população. No Brasil, esse número é preocupante, pois não chega a 2%, segundo o Ministério da Saúde. O total é ainda mais alarmante quando comparado ao número de pessoas que necessitam de transfusão de sangue no país: cerca de 3,5 milhões de brasileiros.

Infelizmente, muitos mitos e tabus cercam o ato de doar sangue. E, para incentivar mais doações, preparamos um guia com tudo o que você precisa saber antes de fazer uma doação. Confira:

Requisitos para doar sangue

Para ser um doador de sangue, é preciso atender a uma série de requisitos, como determina o Ministério da Saúde:

  • Ter idade entre 16 e 69 anos (menores de 18 anos devem possuir consentimento formal do responsável legal);
  • Pessoas com idade entre 60 e 69 anos só poderão doar sangue se já o tiverem feito antes dos 60 anos.
  • Apresentar documento de identificação com foto emitido por órgão oficial (Carteira de Identidade, Carteira Nacional de Habilitação, Carteira de Trabalho, Passaporte, Registro Nacional de Estrangeiro, Certificado de Reservista e Carteira Profissional emitida por classe), serão aceitos documentos digitais com foto;
  • Pesar no mínimo 50 kg;
  • Ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas;
  • Estar alimentado;
  • Evitar alimentos gordurosos nas 3 horas que antecedem a doação de sangue;
  • Caso a doação seja após o almoço, é preciso aguardar 2 horas.

Quantas vezes por ano é possível doar?

Segundo o médico hematologista do Vera Cruz Hospital, em Campinas (SP), José Francisco Marques, homens podem fazer doações a cada dois meses, ou seja, o máximo de quatro doações por ano. 

"Já as mulheres o período é maior, por conta das regras menstruais: podem doar a cada três meses, ou seja, três vezes ao ano. Além disso, é importante lembrar que as gestantes não podem doar", afirma.

Vale destacar ainda que o sangue não fará falta ao doador. A reposição do volume de plasma ocorre em 24 horas, e a reposição dos glóbulos vermelhos, em 4 semanas. 

Entretanto, para o organismo atingir o mesmo nível de ferro no organismo que apresentava antes da doação, são necessárias 8 semanas para os homens e 12 semanas para as mulheres. 

Preciso saber meu tipo sanguíneo?

Não é necessário! Isso porque o processo de doação classifica o sangue do doador nos quatro tipos existentes: A, B, AB e O - enquanto o Fator Rh determina se é positivo ou negativo. "Essas informações são essenciais para que as bolsas de sangue sejam destinadas de forma correta ao paciente que irá recebê-las", explica. 

Para onde vai o sangue doado?

O sangue doado fica em 'bancos', chamados de hemocentros, que abastecem os diversos hospitais. "Nestes locais as pessoas podem fazer a doação e receber todas as informações necessárias. Depois de doado, a bolsa de sangue passa por uma série de avaliações para garantir toda a segurança - isto é, tanto do doador, quanto do receptor", informa.

É possível transmitir doenças através da doação?

O ato de doar sangue não provoca o contágio de doenças. Todo material utilizado é descartável, portanto, não há contato com sangue de outra pessoa.  

"O processo é bem rigoroso e ainda classifica e descarta doenças transmissíveis por transfusão, incluindo testes como sífilis, hepatites B e C, HIV, chagas, sorologias e alguns testes moleculares, por exemplo", salienta o médico.

Tenho piercing e tatuagem. Posso doar sangue?

Quem tem piercing pode fazer a doação, desde que tenha sido no nariz, umbigo ou orelha e não esteja inflamado. 

"Em outras partes do corpo, menos comuns, é recomendável esperar pelo período de um ano [após inserção da joia], a fim de ter certeza de que não haverá nenhuma inflamação", informa.

Apenas pessoas com piercing na boca estão impedidas, pois o local está mais receptivo a infecções. No entanto, a doação pode acontecer 12 meses após a retirada do acessório. 

Além disso, indivíduos que fizeram tatuagem, maquiagem definitiva e outros processos com perfuração da pele devem esperar o mesmo período para fazer a doação. 

Tomo medicamentos para controle de pressão. Posso ser doador?

Tudo depende do tipo de medicamento que está sendo administrado e se a pressão está controlada. "Isso pode, e deve, ser avaliado na triagem. Isto é, antes de se colher o sangue", diz o especialista.

Onde posso doar sangue?

"Para realizar o procedimento é preciso consultar o hemocentro de sua cidade, com documento de identificação com foto emitido por órgão oficial (por exemplo: Carteira de Identidade, Carteira Nacional de Habilitação, Carteira de Trabalho, Passaporte, Registro Nacional de Estrangeiro, Certificado de Reservista ou Carteira Profissional emitida por classe). Também são aceitos os documentos digitais com fotos", informa José Francisco Marques.

Saúde em Dia
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