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Johnson & Johnson celebra 90 anos de Brasil cuidando da saúde das pessoas

Companhia completa nove décadas de história no País investindo em pesquisa e inovação para transformar a saúde de milhões de brasileiros

2 dez 2023 - 00h12
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Maior empresa de cuidados em saúde do mundo, a Johnson & Johnson pesquisa, desenvolve e comercializa produtos e soluções de saúde há mais de 135 anos. No Brasil, a companhia chega aos 90 anos reforçando o compromisso de transformar a saúde de milhões de brasileiros todos os dias.

A celebração das nove décadas no País vem em um momento de evolução mundial da companhia, quando deixa de atuar no segmento de produtos de consumo para se dedicar exclusivamente aos outros dois segmentos de seu negócio: farmacêutico e dispositivos médicos, ambos sob a marca Johnson & Johnson.

Além da atualização do logo da companhia, a transição também contemplou a troca do nome do segmento farmacêutico conhecido - até o momento - como

Janssen para a Johnson & Johnson Innovative Medicine. A empresa segue com o objetivo de liderar o rumo da medicina aplicando ciência e conhecimento para enfrentar as doenças mais complexas nas áreas de On­cologia, Hematologia, Imunologia, Neurociência, Cardiovascular, Hipertensão Pulmonar e Retina.

Já a Johnson & Johnson MedTech trabalha para resolver os desafios de saúde mais urgentes com inovações que combinem biologia e tecnologia, com sua experiência em cirurgia geral, ortopedia, cardiologia e oftalmologia, para desenvolver soluções mais inteligentes e menos invasivas, além de serviços mais personalizados.

Os avanços da saúde no Brasil

O Brasil conseguiu dar um grande salto rumo a direitos e universalização da saúde a partir da Constituição de 1988. Com ela, o País obteve conquistas reconhecidas mundialmente como as criações do Sistema Único de Saúde (SUS) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O médico sanitarista Gonzalo Vecina participou da idealização desses dois órgãos, sendo o primeiro presidente da Anvisa. Ao relembrar a história da saúde brasileira, ele detalhou os pontos fundamentais que contribuíram para o País garantir uma saúde pública de qualidade à sua população.

"Com a Constituição, o Brasil assumiu que uma sociedade moderna é uma sociedade na qual os direitos sejam cultivados para que você tenha a possibilidade de ter bem-estar social como resultado de políticas públicas", afirma.

Com essa garantia estabelecida como lei, o Brasil começou a avançar na discussão sobre um sistema que fosse universal, integral e gratuito para a população. E foi em meio a esses debates que Vecina e outros especialistas idealizaram o Sistema Único de Saúde (SUS).

A Lei Federal 8.080, de 1990, regulamentou o SUS e criou um dos maiores sistemas públicos de saúde do planeta. "Essa pulsão por criar um serviço nacional de saúde existe desde os anos 1960?, lembra Vecina.

"Ela vem acompanhada do processo de transformação da sociedade brasileira, que estava acontecendo pelo lado da urbanização, da melhoria das condições de vida nas cidades, graças à questão do saneamento básico e do início do processo de vacinação. Então, à medida que as cidades começam a crescer, elas começam a ter que assumir responsabilidades assistenciais", explica o médico, que foi um dos idealizadores do SUS.

De acordo com o Ministério da Saúde, 80% dos brasileiros dependem exclusivamente do SUS para qualquer atendimento de saúde. A entidade disponibiliza vacinas e atendimento médico, desde a atenção primária até as mais complexas, como transplantes de órgãos. Tudo de forma gratuita.

Controle sanitário

Quase uma década depois da criação do SUS, em 1999, o País criou a Anvisa. A autarquia, vinculada ao Ministério da Saúde, é responsável pelo controle sanitário de medicamentos, alimentos, cosméticos, nacionais ou importados. É de responsabilidade da Anvisa também, após avaliação técnica e de estudos de eficácia e segurança, a aprovação desses produtos tanto para uso quanto para produção no Brasil.

"Existia um mercado que era pré-anos 1990, que foi quando houve o processo de globalização. E o Brasil tinha uma vigilância sanitária que não fazia fiscalização de fábrica, o registro de produtos era exclusivamente escritural, burocrático. De repente, o País foi provocado pela transformação industrial e pela globalização a ter uma nova postura", explica Vecina.

"O que nós fizemos foi criar uma agência contemporânea, adequada ao seu tempo. Hoje, é a única agência dos países não centrais que faz parte do seleto clube das agências de vigilância sanitária. Por quê? Porque tem práticas adequadas ao nosso tempo, no sentido de garantir a segurança de produtos e serviços colocados à disposição da população brasileira", diz.

Mas não foi só na saúde pública que o Brasil avançou nos anos 1990. No fim da década, foi criada a lei dos planos de saúde — e mediante uma legislação específica, usuários que antes estavam vinculados a operadoras apenas por contratos específicos entre partes passaram a ter direitos e respaldo legal, com regras sobre segmentação, internação, coberturas, questões de urgência e emergência, carência, reembolsos, reajustes, rescisões, entre outros temas. Na esteira da lei, pouco tempo depois, no ano 2000, o País criou a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), agência regulatória responsável por fiscalizar as operadoras e por regular o mercado.

"A lei dos planos de saúde foi publicada só em 1998, dez anos depois da Constituição de 1988. Isso é um marco importante, porque o SUS foi criado dois anos depois, já nos anos 1990. Foi preciso mais de oito anos de negociação para se criar uma lei que regulamentasse os planos privados de saúde", explica o médico Adriano Massuda, professor e membro da FGVsaúde.

Segundo o Ministério da Saúde, em torno de 50 milhões de pessoas no Brasil têm planos privados de assistência médica. E a criação da ANS vem ao encontro da necessidade de acompanhar os direitos dos clientes dos planos.

"A ANS foi necessária para fazer a regulamentação dessa lei. A ANS tem uma função que começa pelo acompanhamento financeiro das operadoras de um plano de saúde, para quem vai comprar um plano saber se a operadora vai ter condição de ofertar esse serviço no futuro, porque você não está comprando algo que vai consumir agora, você está comprando um seguro que vai precisar consumir no futuro", complementa Massuda.

Estadão
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