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Hipertermia em pets: sinais de alerta e o que fazer

Caso recente reacende o alerta sobre os riscos da hipertermia em cães, especialmente em raças sensíveis ao calor

15 jan 2026 - 18h19
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A hipertermia em pets voltou ao centro das atenções após a morte de um cachorro da raça pug, em Santos, no litoral de São Paulo, na última segunda-feira, dia 12,.

Entenda mais sobre hipertermia em pets.
Entenda mais sobre hipertermia em pets.
Foto: Shutterstock / Alto Astral

O animal, chamado Bucky, morreu poucas horas depois de ser deixado em um hotel e creche pet. A avaliação clínica apontou que o cão apresentava hipertermia grave, causada por falência do mecanismo de termorregulação, e chegou a ser internado, mas não resistiu.

O caso acende um alerta importante sobre os perigos do calor excessivo para cães e outros animais.

O caso do pug e o alerta para tutores

Segundo informações divulgadas, o cachorro passou mal em torno de 6 horas após dar entrada no local.

Ao ser atendido, os veterinários constataram que a temperatura corporal estava muito acima do normal, caracterizando um quadro grave de hipertermia. Mesmo com a internação e os cuidados intensivos, o animal faleceu.

Casos como esse chamam a atenção para a vulnerabilidade de algumas raças ao calor e para a importância da vigilância constante, principalmente em ambientes coletivos, onde o controle de temperatura e hidratação precisa ser rigoroso.

Por que o calor é tão perigoso para cães

Diferente dos humanos, os cães não suam pelo corpo inteiro. A principal forma de regular a temperatura é pela respiração, através da língua, e pelas almofadinhas das patas. Quando o ambiente está muito quente ou abafado, esse mecanismo pode falhar.

O que é hipertermia em pets

A hipertermia em pets ocorre quando a temperatura corporal do animal sobe acima do considerado seguro. Em cães, a temperatura normal varia entre 37,5°C e 39,2°C. Acima disso, o organismo começa a entrar em estado de alerta.

Quando a temperatura ultrapassa 40°C, o quadro se torna grave. O corpo não consegue mais se resfriar sozinho, o que pode levar a danos em órgãos vitais, como coração, rins, fígado e cérebro.

Diferença entre febre e hipertermia

É comum confundir febre com hipertermia. A febre é uma resposta do corpo a infecções ou inflamações.

Já a hipertermia é causada por fatores externos, como calor excessivo, falta de ventilação ou esforço físico intenso.

Sinais de alerta da hipertermia em pets

Reconhecer os sinais rapidamente pode salvar a vida do animal. Alguns sintomas aparecem de forma progressiva.

Sintomas mais comuns

  1. Respiração ofegante e intensa.
  2. Língua muito vermelha ou arroxeada.
  3. Salivação excessiva.
  4. Letargia ou fraqueza.
  5. Vômitos e diarreia.
  6. Desorientação ou dificuldade para andar.

Em casos mais graves, o pet pode sofrer convulsões, perder a consciência e entrar em colapso.

Raças que correm mais risco

Algumas raças têm maior predisposição à hipertermia em pets, principalmente as braquicefálicas, que possuem focinho curto.

Raças mais vulneráveis

  • Pug;
  • Bulldog francês e inglês;
  • Shih-tzu;
  • Pequinês;
  • Boxer

Esses cães têm vias respiratórias mais estreitas, o que dificulta a troca de calor. Animais idosos, obesos ou com doenças cardíacas também estão no grupo de risco.

Como agir diante de um quadro de hipertermia

Ao perceber qualquer sinal de hipertermia em pets, a ação precisa ser imediata. O primeiro passo é retirar o animal do ambiente quente e levá-lo para um local fresco e ventilado.

Primeiros cuidados

  • Ofereça água fresca, sem forçar a ingestão.
  • Molhe o corpo com água em temperatura ambiente, nunca gelada.
  • Use toalhas úmidas nas patas, axilas e barriga.
  • Leve o pet imediatamente ao veterinário.

O resfriamento deve ser gradual. Água muito fria pode causar choque térmico e agravar o quadro.

Como prevenir a hipertermia em pets

A prevenção é a melhor forma de evitar situações graves. Alguns cuidados simples fazem toda a diferença.

  • Evite passeios nos horários mais quentes do dia.
  • Garanta acesso constante à água limpa e fresca.
  • Nunca deixe o pet em ambientes fechados e abafados.
  • Em creches e hotéis, verifique se há climatização adequada.
  • Reduza atividades físicas em dias muito quentes.

Responsabilidade e atenção constante

O caso de Bucky, em Santos, reforça a importância da atenção redobrada com o bem-estar dos animais.

A hipertermia em pets é uma condição séria, que pode evoluir rapidamente e levar à morte.

Com informação, prevenção e ação rápida, é possível proteger os pets e evitar tragédias. O cuidado diário e a escolha consciente de ambientes seguros fazem toda a diferença para a saúde e a vida dos animais.

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Alto Astral
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