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Canabidiol para idosos: o que a ciência já sabe sobre os benefícios

Terceira idade pode se beneficiar, desde que com avaliação médica

28 fev 2026 - 17h57
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Busca por alternativas seguras aos medicamentos tradicionais impulsiona o uso do CBD entre pacientes acima dos 60 anos

O uso do canabidiol (CBD) tem crescido rapidamente no Brasil, e um dos públicos que mais se beneficia desse avanço é o dos idosos. Cada vez mais, pacientes acima dos 60 anos têm buscado no composto derivado da cannabis uma alternativa natural, segura e eficaz para lidar com sintomas como dor crônica, ansiedade, insônia e doenças neurodegenerativas.

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Foto: Revista Malu

De acordo com a Dra. Juliana Bogado, especialista em medicina canabinoide, cofundadora da EndoPure Academy e tataraneta do cientista Vital Brazil, o aumento dessa procura reflete tanto a expansão das evidências científicas quanto uma mudança na forma como a sociedade enxerga o envelhecimento.

"Muitos idosos convivem com várias medicações ao mesmo tempo, o que pode gerar efeitos colaterais indesejados. O CBD entra como uma opção coadjuvante, que pode oferecer conforto e qualidade de vida sem sobrecarregar o organismo", explica a médica.

O que já sabemos

Entre as condições que mais têm mostrado bons resultados estão as dores crônicas, os distúrbios do sono, a ansiedade e sintomas relacionados a Alzheimer e Parkinson. Pesquisas sugerem melhora na qualidade do sono, redução de tremores e até benefícios comportamentais em pacientes com demência.

"Os resultados que temos observado na prática clínica são muito animadores. O canabidiol não é uma solução mágica, mas é uma ferramenta poderosa quando usada com acompanhamento e propósito", destaca a Dra. Juliana.

Por se tratar de um público mais sensível, o uso em idosos exige atenção à dosagem e às particularidades do metabolismo. O envelhecimento altera a forma como o corpo absorve e elimina substâncias, o que reforça a importância de uma prescrição individualizada e monitorada.

"Sempre orientamos a iniciar com doses baixas e aumentar de forma gradual. Cada paciente responde de uma maneira — e é isso que torna a medicina canabinoide tão personalizada e humanizada", afirma a médica.

Com a evolução das pesquisas e o avanço da educação médica sobre o tema, o futuro do uso do canabidiol na terceira idade é promissor.

"A ciência caminha a passos firmes, e o que vemos é uma população idosa mais informada, aberta e interessada em cuidar da saúde de forma integral. O CBD tem tudo para ser um aliado importante nesse processo de envelhecer com bem-estar", conclui a Dra. Juliana Bogado.

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