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Entenda o que dermatilomania; transtorno que afeta a filha de Flávia Alessandra

27 fev 2026 - 04h58
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Giulia Costa
Giulia Costa
Foto: Reprodução/Instagram

Giulia Costa, filha da atriz Flávia Alessandra com o diretor Marcos Paulo (1951/2012), surpreendeu ao revelar recentemente que foi diagnosticada com dermatilomania. Também denominada transtorno de escoriação ou skin picking disorder, trata-se de um transtorno psiquiátrico caracterizado pelo ato recorrente e compulsivo de manipular, cutucar, espremer ou arrancar a própria pele, levando a lesões cutâneas visíveis.

"Trata-se de uma condição incluída no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) dentro do espectro dos transtornos obsessivo-compulsivos e relacionados. O comportamento costuma estar associado a sensação prévia de tensão, ansiedade ou desconforto, seguida de alívio temporário após o ato de manipulação", explica o dermatologista Lucas Miranda.

Segundo o especialista, as áreas mais frequentemente acometidas são face, couro cabeludo, braços e pernas. "Do ponto de vista dermatológico, observamos escoriações, crostas, hiperpigmentação pós-inflamatória e, em casos mais persistentes, cicatrizes permanentes. É importante destacar que não se trata de 'falta de força de vontade', mas de um transtorno que exige abordagem médica adequada", detalha.

Como é feito o diagnóstico da dermatilomania?

O diagnóstico é clínico e baseia-se na história detalhada e no exame dermatológico cuidadoso. "É fundamental identificar a presença de lesões provocadas pelo próprio paciente, a recorrência do comportamento, as tentativas frustradas de interrompê-lo e o prejuízo funcional ou emocional associado. Avaliamos também possíveis diagnósticos diferenciais, como pruridos de origem dermatológica (dermatites, escabiose, acne ativa) ou doenças sistêmicas que provoquem coceira intensa", explica o médico.

Em muitos casos, é necessária avaliação conjunta com psiquiatra ou psicólogo, pois a dermatilomania pode estar associada a transtornos de ansiedade, depressão ou transtorno obsessivo-compulsivo. "A abordagem multidisciplinar é essencial para confirmar o diagnóstico e estabelecer um plano terapêutico eficaz", complementa.

Dermatilomania tem cura? 

A dermatilomania é uma condição crônica, porém tratável e passível de controle consistente quando abordada adequadamente.

"O tratamento envolve, prioritariamente, terapia cognitivo-comportamental, especialmente técnicas de reversão de hábito, que apresentam forte respaldo científico. Em alguns casos, pode haver indicação de tratamento medicamentoso com antidepressivos, particularmente os inibidores seletivos da recaptação de serotonina, conforme avaliação psiquiátrica", diz Dr. Lucas.

Do ponto de vista dermatológico, as lesões ativas são tratadas e  ocorre a prevenção das infecções secundárias. "Controlamos fatores desencadeantes como acne ou prurido e conduzimos protocolos para manejo de cicatrizes e manchas residuais. A educação do paciente, o suporte familiar e o acompanhamento regular são determinantes para bons resultados", conclui.

Com tratamento estruturado e individualizado, é possível reduzir significativamente os episódios, melhorar a qualidade da pele e restaurar a autoestima.

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