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Coceira persistente e cansaço escondiam câncer raro em jovem de 31 anos

Coceira persistente e cansaço pareciam comuns, mas acabaram revelando uma doença rara e um câncer agressivo em jovem de 31 anos.

30 mai 2026 - 10h00
(atualizado às 10h00)
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No começo, os sinais pareciam fáceis de ignorar.

Um cansaço que não melhorava direito, mesmo após descanso. Depois, uma coceira persistente que começou a aparecer com frequência, sem uma explicação clara. Nada que, à primeira vista, sugerisse uma doença grave.

Mas foi justamente essa combinação de sintomas aparentemente comuns que levou a britânica Flo Moffat-Charles, de 31 anos, a descobrir uma condição rara no fígado e, mais tarde, um câncer agressivo que mudou completamente sua vida.

Segundo relato publicado pelo jornal Daily Mail, os primeiros sintomas começaram no fim de 2023. Com a persistência do cansaço e da coceira, Flo decidiu procurar avaliação médica e iniciou uma série de exames.

O resultado revelou uma doença pouco conhecida chamada colangite esclerosante primária, também conhecida pela sigla PSC.

O que é a colangite esclerosante primária?

A colangite esclerosante primária é uma doença rara que atinge as vias biliares, estruturas que levam a bile produzida pelo fígado até o intestino.

Com o tempo, essas vias podem sofrer inflamações e cicatrizes, dificultando a passagem desse líquido importante para a digestão. O processo pode provocar danos progressivos no fígado e aumentar o risco de tumores nas vias biliares.

O problema é que os sintomas costumam surgir de forma discreta e pouco específica, o que pode atrasar o diagnóstico.

Em muitos casos, sinais como fadiga, coceira na pele e alterações em exames hepáticos acabam sendo atribuídos inicialmente a outras condições.

Foi durante esse acompanhamento que surgiu uma segunda descoberta ainda mais preocupante.

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Um câncer difícil de perceber nos estágios iniciais

Meses após o diagnóstico da doença hepática, Flo recebeu a confirmação de um colangiocarcinoma, um câncer raro que se desenvolve nos ductos biliares.

Esse tipo de tumor costuma representar um grande desafio porque pode crescer silenciosamente por bastante tempo. Em muitos pacientes, os sintomas só aparecem quando a doença já está mais avançada.

Entre os sinais possíveis estão:

  • pele e olhos amarelados;
  • perda de peso sem explicação;
  • dor abdominal;
  • coceira persistente;
  • alterações nos exames do fígado.

Como Flo já vinha sendo monitorada por causa da PSC, os médicos conseguiram identificar o câncer durante o acompanhamento da doença hepática. Esse monitoramento contínuo pode ser importante justamente porque pessoas com colangite esclerosante primária apresentam maior risco para esse tipo de tumor.

Quando o transplante passou a ser a principal alternativa

Após o diagnóstico do câncer, Flo iniciou tratamento com quimioterapia e imunoterapia para tentar controlar a doença.

Ainda assim, o colangiocarcinoma é considerado um câncer difícil de tratar e, em alguns casos, o transplante de fígado pode representar uma das poucas possibilidades de cura.

Segundo a imprensa britânica, Flo não conseguiu se encaixar nos critérios de um programa de transplante disponível em seu país. Por isso, ela e o marido passaram a buscar alternativas fora do Reino Unido.

Foi nesse momento que surgiu uma alternativa fora do país. Uma equipe médica na Turquia considerou viável a realização de um transplante intervivos, em que uma pessoa saudável doa parte do fígado para outra.

Coceira persistente - Reprodução/Instagram
Coceira persistente - Reprodução/Instagram
Foto: SaúdeLAB

Flo e o marido Josh - Reprodução/Instagram

A decisão do marido de doar parte do próprio fígado

Quando surgiu essa possibilidade, Josh passou pelos exames necessários para avaliar a compatibilidade com a esposa.

O fígado possui capacidade de regeneração, o que permite que tanto a parte transplantada quanto a porção que permanece no doador recuperem grande parte do volume após a cirurgia.

Segundo relato divulgado pelo Daily Mail, ele encarou a doação como uma forma concreta de ajudar a esposa diante das poucas alternativas disponíveis para o tratamento.

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Sintomas persistentes merecem atenção

Sentir cansaço ou ter episódios de coceira não significa, na maioria das vezes, a presença de uma doença rara ou câncer.

Ainda assim, sintomas persistentes, que pioram com o tempo ou começam a interferir na rotina, merecem avaliação médica.

No caso de Flo, foram justamente esses sinais aparentemente comuns que levaram à investigação que mudou sua vida.

Hoje, enquanto aguarda os próximos passos do tratamento, ela segue ao lado do marido em busca da cirurgia que pode mudar novamente o rumo da própria história.

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Fonte: SaúdeLAB
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