Dia Mundial da Esclerose Múltipla: especialista alerta para sintomas que muita gente ignora
Diagnóstico precoce é fundamental porque permite iniciar o tratamento antes que ocorram lesões neurológicas permanentes
A Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem) estima que cerca de 40 mil brasileiros convivem com esclerose múltipla, uma condição neurológica crônica, inflamatória e autoimune. Neste sábado, 30 de maio, comemora-se o Dia Mundial da Esclerose Múltipla, com o intuito de conscientizar a população sobre a doença.
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Entre os famosos diagnosticados com a doença estão as atrizes brasileiras Guta Stresser, Ana Beatriz Nogueira e Claudia Rodrigues, e as estrelas internacionais Selma Blair e Christina Applegate.
João Dib, neurologista do Hospital Samaritano Barra, da Rede Américas, explica ao Terra que a doença pode se manifestar de diferentes maneiras. Enquanto alguns pacientes apresentam surtos espaçados com boa recuperação, outros têm uma progressão mais contínua dos sintomas.
"A velocidade de evolução depende de fatores como o tipo da doença, a resposta individual do organismo, o início precoce do tratamento e até características genéticas e ambientais. Hoje, com os tratamentos modernos, muitos pacientes conseguem manter a rotina, trabalhar e ter boa qualidade de vida por muitos anos", afirma.
Entre os principais sintomas da doença, que costumam ser ignorados, estão perda de força, formigamentos, alterações na visão, tontura, desequilíbrio e fadiga intensa. Além disso, muitas vezes os sintomas aparecem em surtos, melhoram parcialmente e depois retornam.
O especialista ressalta que o diagnóstico precoce é fundamental porque permite iniciar o tratamento antes que ocorram lesões neurológicas permanentes, reduzindo o risco de sequelas e retardando a progressão da doença.
"Atualmente, a expectativa de vida de pessoas com esclerose múltipla está cada vez mais próxima da população geral, principalmente quando o diagnóstico é feito cedo e o tratamento é iniciado rapidamente. Além disso, os avanços terapêuticos mudaram muito o cenário da doença: muitos pacientes conseguem estudar, trabalhar, praticar atividade física e manter independência por décadas", diz.
Após o diagnóstico, aprática regular de atividade física, uma boa qualidade de sono, alimentação equilibrada, controle do estresse e acompanhamento multidisciplinar fazem toda a diferença nos cuidados do paciente.
"É importante ressaltar que é preciso evitar o tabagismo, manter níveis adequados de vitamina D e cuidar da saúde emocional. O tratamento da esclerose múltipla não depende apenas dos remédios, mas de um conjunto de cuidados que ajudam a preservar a função neurológica e a qualidade de vida", finaliza.
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