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Governo federal lança programa para sequenciar DNA de 100 mil brasileiros

Objetivo é permitir ao SUS trabalhar com prevenção de doenças, oferecer um diagnósticos mais preciso e tratamento personalizado

14 out 2020
19h55
atualizado em 15/10/2020 às 02h11
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BRASÍLIA - O governo federal lançou nesta quarta-feira, 14, um programa de sequenciamento genético com o objetivo de permitir ao Sistema Único de Saúde (SUS) trabalhar com prevenção de doenças, oferecer um diagnósticos mais preciso e tratamento personalizado. O Programa Genoma Brasil quer criar um banco de dados com o DNA de 100 mil brasileiros em quatro anos.

O programa foi lançado em cerimônia no Palácio do Planalto com o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. A iniciativa, no entanto, foi criada oficialmente em agosto quando foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

Procedimento de extração de DNA 
Procedimento de extração de DNA
Foto: Camila Boehm/ Agência Brasil / Estadão

"Nós já estamos atrasados, grande parte do mundo já está há mais de 8 anos tratando de genômica, de terapia genômica, e nós precisamos correr atrás do prejuízo", disse Pazuello.

O ministro destacou a necessidade do mapeamento genético para oferecer uma medicina de precisão. "Nós precisamos dar o remédio certo, na dose certa, para aquela pessoa que o remédio vai fazer efeito. Se não, nós não vamos estar fazendo a saúde que o brasileiro merece em 2020, 2021", argumentou.

O investimento previsto é de R$ 600 milhões nos próximos quatro anos. Inicialmente, o programa fará o sequenciamento de portadores de doenças raras, cardíacas, câncer e infectocontagiosas, como a Covid-19. Segundo o Ministério da Saúde, a prioridades foram definidas pela quantidade casos no país e o alto custo que geram ao SUS.

De acordo com a pasta, o banco de dados recorrerá a informações de pacientes que já fazem tratamento no SUS e terão seu sigilo resguardado. De acordo com a pasta, o programa vai permitir explorar a especificidades genéticas da população brasileira, um adas mais miscigenadas do mundo.

Durante a cerimônia, Bolsonaro voltou a elogiar Pazuello, dizendo que ele faz um "trabalho excepcional". Pela manhã, os dois já haviam encontrado no Ministério Saúde para discutir o enfrentamento à pandemia do coronavírus. O Brasil superou 151 mil mortes e tem mais de 5 milhões de infectados.

"Hoje eu visitei o ministério da Saúde, e não foi novidade pra mim ser surpreendido positivamente da maneira como ele conduz essa pasta. E também, por afirmações de servidores, no tocando a sua gestão. Então ele faz um trabalho com a sua equipe, no meu entender, excepcional. E agora, dá um grande passo pra nós entrarmos na elite da questão do tratamento de doenças no Brasil através desse projeto Genomas Brasil", disse Bolsonaro.

Em setembro, cientistas da Universidade de São Paulo (USP) finalizaram o maior banco de dados genéticos da população brasileira, com o sequenciamento do genoma completo de 1.171 idosos. Na amostra, foram encontrados 2 milhões de variações genéticas inéditas, ou seja, ainda não catalogadas em bancos de dados genômicos de populações de outros países - a maioria com predominância de indivíduos de origem caucasiana.

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Estadão
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