Febre suína gera decreto de emergência no Piauí; entenda o que acontece agora
Doença não afeta humanos, mas ameaça a produção suína; medida é válida por 180 dias
O Piauí decretou emergência zoossanitária por 180 dias após um caso de febre suína clássica ser confirmado em Porto; a medida visa controlar a doença, que não afeta humanos, mas ameaça a produção suína.
O governo do Piauí decretou, nesta terça-feira, 6, estado de emergência zoossanitária, por 180 dias, após a detecção de um caso confirmado de febre suína, ou peste suína clássica (PSC). O caso foi identificado na cidade de Porto, localizada a 170 km de Teresina.
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A doença é viral, altamente contagiosa e afeta somente suínos domésticos e selvagens. No entanto, ela não oferece riscos à saúde humana e não causa impacto na saúde pública, mas pode causar grandes danos à produção e ao comércio de carne suína.
De acordo com o estado, a medida foi implementada com base nos laudos do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária, vinculado ao Ministério da Agricultura, que confirmaram a ocorrência do vírus. Por isso, será feito um controle rigoroso da movimentação de animais e de produtos considerados de risco com uma equipe técnica responsável pelas operações em campo.
O decreto também autoriza a Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (Adapi) a expedir diretrizes sanitárias, adotar manejo integrado da doença e utilizar produtos já registrados no país, além de seguir recomendações técnicas de pesquisas nacionais.
Quais os sintomas
- Hemorragia e febre alta (40,5 a 42°C);
- Apatia e letargia;
- Conjuntivite;
- Lesões na pele;
- Falta de coordenação motora;
- Orelhas e articulações azuladas;
- Vômitos, diarréia e falta de apetite;
- Abortos;
- Leitões natimortos ou com malformados;
- Agrupamento de animais nos cantos;
- Morte após quatro ou sete dias do início dos sintomas.