Falta de fôlego no início do treino é normal? Entenda
Sensação comum no início da prática melhora com constância e respeito ao próprio ritmo
A falta de fôlego no treino costuma assustar quem está começando. A respiração acelera, o coração dispara e surge a dúvida: será que estou exagerando?
Na maioria dos casos, essa sensação é normal. Principalmente após um período de sedentarismo.
O corpo está apenas se adaptando a uma nova demanda. E adaptação leva tempo.
Por que a falta de fôlego assusta tanto?
Quem passa muito tempo parado não exige tanto do sistema cardiovascular. Quando o exercício começa, o corpo precisa trabalhar mais rápido para entregar energia aos músculos.
A respiração acelera para levar mais oxigênio ao sangue. O coração bate mais forte para distribuir esse oxigênio pelo corpo. Os músculos começam a usar essa energia para sustentar o movimento.
Tudo isso acontece ao mesmo tempo.
Para quem não está acostumado, a sensação pode parecer intensa. Mas intensidade não significa perigo imediato.
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O que acontece com o corpo no início do esforço
Nos primeiros minutos de atividade física, o organismo entra em modo de adaptação. Ele entende que precisa produzir mais energia e ajusta funções vitais.
Veja o que muda:
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A respiração fica mais rápida.
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O coração acelera os batimentos.
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A temperatura corporal aumenta.
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Os músculos pedem mais oxigênio.
Esse conjunto gera a sensação de cansaço e falta de ar.
Com a prática regular, o corpo aprende a responder melhor. O coração se fortalece. A respiração fica mais eficiente. Os músculos usam energia de forma mais inteligente.
Pouco treino ainda é treino. E cada sessão conta.
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Por que o fôlego melhora com o tempo
A constância faz o organismo se adaptar. Quanto mais regular é a prática, menos esforço o corpo faz para realizar o mesmo movimento.
Em poucas semanas, muitas pessoas já percebem diferença. Subir escadas fica mais fácil. Caminhar longas distâncias exige menos pausa.
Isso acontece porque o sistema cardiovascular se fortalece. O corpo passa a trabalhar com mais economia de energia.
Constância vence intensidade.
Quando reduzir o ritmo ou procurar orientação
Sentir cansaço leve ou respiração acelerada é comum. Mas existem sinais que pedem atenção.
Reduza o ritmo se houver:
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Tontura persistente.
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Dor no peito.
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Falta de ar que não melhora com pausa.
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Sensação de desmaio.
Se esses sintomas aparecerem, vale procurar orientação profissional antes de continuar.
Fora isso, ajustar o ritmo já resolve. Caminhe antes de correr. Intercale intensidade com pausas. Respeite o seu momento.
Evolução não combina com pressa
A falta de fôlego no treino não é sinal de fracasso. É sinal de começo.
Todo corpo precisa de tempo para se fortalecer. A evolução vem da repetição consciente, não do excesso.
Respire fundo. Vá no seu ritmo. O importante não é correr mais rápido que ontem. É continuar amanhã.