Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Exames de imagem em maiores de 50 batem recorde em 2025

Levantamento da FIDI mostra que mais de 2,3 milhões de exames já foram realizados até novembro, superando todo o volume registrado em 2024

5 jan 2026 - 11h54
Compartilhar
Exibir comentários

O número de exames de imagem realizados em pacientes com mais de 50 anos no Brasil atingiu um recorde histórico em 2025.

62% dos exames em pacientes 50+ foram realizados por mulheres
62% dos exames em pacientes 50+ foram realizados por mulheres
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Dados da Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI) mostram que, apenas entre janeiro e novembro deste ano, foram realizados 2.324.839 exames, volume que já supera o total de todo o ano de 2024, quando foram contabilizados 2.323.917 atendimentos.

O crescimento reflete uma mudança demográfica acelerada no país. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), até 2030 o Brasil terá mais idosos do que crianças, o que impõe novos desafios ao sistema de saúde, especialmente no que diz respeito à prevenção, diagnóstico precoce e acompanhamento contínuo.

Envelhecimento da população impulsiona demanda por exames

A FIDI analisou quase 16 milhões de exames realizados entre 2018 e novembro de 2025 e identificou que os pacientes acima de 50 anos concentram o maior volume de atendimentos, com pico de realização entre 60 e 62 anos.

Para efeito de comparação, em 2018 o total anual de exames nesse público era de cerca de 1,3 milhão. Em 2025, o crescimento é contínuo e consistente, com destaque para os picos mensais mais recentes:

  • Outubro de 2025: mais de 228 mil exames

  • Julho de 2025: cerca de 223 mil exames

  • Maio de 2025: aproximadamente 221 mil exames

Outro dado relevante é a predominância feminina: 62% dos exames em pacientes 50+ foram realizados por mulheres, o equivalente a 1,45 milhão de atendimentos, contra 874 mil entre homens.

Quais exames são mais realizados após os 50 anos?

Os exames mais frequentes em 2025 refletem as principais necessidades de saúde dessa faixa etária. Entre os destaques estão:

  • Raio-X de tórax e mamografia, que seguem no topo da lista;

  • Tomografia computadorizada e ressonância magnética, essenciais para diagnósticos neurológicos, oncológicos e musculoesqueléticos;

  • Ultrassonografia, amplamente utilizada na avaliação de abdome, pelve e tireoide;

  • Densitometria óssea, fundamental para o monitoramento e prevenção da osteoporose.

O avanço desses exames evidencia o papel estratégico do diagnóstico por imagem no acompanhamento de doenças crônicas e na identificação precoce de alterações que impactam diretamente a qualidade de vida.

Público 50+ está mais digital e engajado com a própria saúde

Além do aumento no volume de atendimentos, o levantamento aponta uma mudança importante no comportamento dos pacientes maduros. Mais de 1,2 milhão de acessos ao portal de resultados foram registrados por esse público, com cerca de 1 milhão de exames vinculados a e-mails cadastrados.

O dado confirma que a população 50+ está cada vez mais conectada e engajada no acompanhamento da própria saúde, utilizando ferramentas digitais para acessar resultados, laudos e informações médicas.

Diagnóstico por imagem é aliado do envelhecimento saudável

Para Simone Vicente, CEO da FIDI, os números reforçam a urgência de estratégias voltadas à prevenção em um cenário de envelhecimento populacional acelerado.

"Estamos vivendo um movimento demográfico irreversível. À medida que a população envelhece, precisamos de estratégias que combinem tecnologia, precisão diagnóstica e humanização. O diagnóstico por imagem é um dos grandes aliados para garantir dignidade no envelhecimento, preservar a autonomia e oferecer qualidade de vida aos brasileiros que já passaram dos 50 anos", afirma.

Na mesma linha, o superintendente médico da FIDI, Dr. Harley de Nicola, destaca o impacto clínico direto desses exames na prática médica.

"Com protocolos otimizados e equipamentos de alta resolução, conseguimos identificar precocemente doenças crônicas, estratificar riscos e orientar condutas terapêuticas. Esse olhar atento é fundamental para prevenir incapacidades e garantir longevidade com qualidade", explica.

Radiologia se consolida como pilar da saúde preventiva

O crescimento contínuo no uso de tomografia, ressonância magnética, ultrassonografia e densitometria óssea mostra como a radiologia se consolida como um dos pilares da medicina moderna.

Em um país que envelhece rapidamente, investir em diagnóstico por imagem vai além da prática clínica: trata-se de uma estratégia essencial de saúde preventiva, capaz de promover envelhecimento ativo, autonomia e melhor qualidade de vida para a população acima dos 50 anos.

Saúde em Dia
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade