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Neuromodulação não invasiva: o que é o tratamento com estímulos elétricos solicitado pela defesa de Bolsonaro

Wanderley Cerqueira de Lima, neurocirurgião do Hospital Albert Einstein, explicou ao Terra o uso do método

21 fev 2026 - 17h05
(atualizado às 19h48)
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Bolsonaro está preso na Papudinha, em Brasília
Bolsonaro está preso na Papudinha, em Brasília
Foto: Dida Sampaio/Estadão / Estadão

Jair Bolsonaro (PL) ainda aguarda a autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para iniciar o tratamento com estímulos elétricos no crânio, chamado de “neuromodulação não invasiva por Estímulo Elétrico Craniano”, nas dependências da Papudinha, no DF, onde cumpre pena.  

O procedimento foi solicitado pela defesa do ex-presidente na última quinta-feira, 19, com a alegação de que o método foi utilizado anteriormente e apresentou melhoras perceptíveis nos parâmetros gerais de saúde e no quadro de soluços. 

Ao Terra, o doutor Wanderley Cerqueira de Lima, neurocirurgião do Hospital Albert Einstein, explica que o tratamento é dividido em dois tipos: por estímulo elétrico - modalidade pedida pela defesa de Bolsonaro - ou magnético.

“Tanto um quanto o outro não têm nenhuma agressão para o paciente. Tudo é feito através de estímulos, através da pele ou do couro cabeludo. Todo o procedimento é realizado por meio de estímulos aplicados na pele ou no couro cabeludo — que podem ser elétricos ou magnéticos”, detalha o profissional.

O pedido da defesa de Jair Bolsonaro prevê a realização do tratamento por meio de clipes auriculares bilaterais, em sessões com duração entre 50 minutos e uma hora, com o paciente em repouso e consciente durante todo o procedimento.

Segundo os advogados, o ex-presidente apresentou melhora no sono, na ansiedade, na depressão e no quadro de soluços na primeira vez em que se submeteu ao tratamento. Cerqueira de Lima explica que o método atua por meio de estímulos que ajudam a regular a atividade dos neurônios, que pode aumentar ou diminuir a atividade de áreas específicas do cérebro, ajudando no tratamento de doenças neurológicas e transtornos psiquiátricos.

“Ele promove um estímulo que vai modular, vai transformar a vida do paciente que está sofrendo com condições neurológicas ou condições psiquiátricas. Vai maximizar ou vai melhorar essas estruturas cerebrais ou essas conexões dos neurônios, tanto nas áreas mais superficiais quanto nas mais profundas do cérebro”, continua.

O neurocirurgião também destaca que o tratamento precisa de estímulos repetitivos por meio de várias sessões para surtir efeito. Ele pode ser feito com a supervisão de fisiatra, neurologista, psiquiatra e neurocirurgião. O último para casos de técnica invasiva.

Assim como protocolado pela defesa de Bolsonaro na petição enviada ao STF, Cerqueira de Lima reforça que o tratamento não exclui o uso de medicamentos, mas é usado de maneira complementar.

Fonte: Portal Terra
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