Trump diz que aumentará tarifa global de 10% para 15%
Na sexta-feira, 20, a Suprema Corte americana derrubou o tarifaço imposto no ano passado pelo presidente dos Estados Unidos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste sábado, 21, que aumentará de forma imediata de 10% para 15% a tarifa sobre os produtos estrangeiros. Na sexta-feira, 20, a Suprema Corte americana derrubou o tarifaço imposto pelo republicano no início de 2025 a mais de 180 países, incluindo o Brasil.
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Na mensagem publicada por volta das 13h na rede social Truth Social , o presidente disse que a elevação é legal e permitida pelos instrumentos jurídicos existentes, e que nas próximas semanas a administração Trump definirá “as novas tarifas legais e permissíveis” que serão aplicadas globalmente.
"Eu, como presidente dos Estados Unidos da América, irei, com efeito imediato, aumentar a tarifa de 10% sobre países, muitos dos quais têm 'roubado' os EUA durante décadas, sem retaliação (até eu chegar!) para o nível totalmente permitido e legalmente testado de 15%", escreveu Trump.
Trump reage à decisão da Suprema Corte americana
O aumento da tarifa é uma clara reação de Trump a decisão da Suprema Corte, que derrubou na sexta-feira, 20, uma parte significativa do regime tarifário global, decidindo que, segundo a Constituição americana, o poder de impor impostos reside no Congresso.
A decisão, por 6 votos a 3, se concentra nas tarifas impostas sob uma lei de poderes de emergência, incluindo as tarifas "recíprocas" abrangentes que ele cobrou de quase todos os outros países.
Logo após a decisão do Tribunal, no entanto, Trump assinou uma ordem executiva que lhe permitiu contornar o Congresso e impor um imposto de 10% sobre as importações de todo o mundo. Essas tarifas seriam limitadas a apenas 150 dias, a menos que fossem prorrogadas legislativamente.
A publicação de Trump deste sábado, dizendo aumentar em 5% esse imposto global sobre as importações para os EUA, é o mais recente sinal de que, apesar da restrição da Corte, o presidente republicano está decidido a continuar a exercer de maneira imprevisível sua ferramenta favorita para a economia e para aplicar pressão global. (*Com informações do Estadão)