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Estresse pode causar infarto em pessoas jovens e livres de hipertensão; entenda

Estudo aponta que esgotamento mental aumenta os riscos de desenvolver doenças cardiovasculares

15 set 2021 12h05
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Altos níveis de cortisol prejudicam a saúde física e mental
Altos níveis de cortisol prejudicam a saúde física e mental
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

O estresse é um mecanismo fisiológico de sobrevivência, que foi desenvolvido por nossos ancestrais para nos deixar em estado de alerta para situações de ameaça. O coração acelera para fornecer mais sangue aos músculos, a respiração fica mais forte e o corpo está pronto para o confronto.  

O organismo do ser humano carrega essa defesa até hoje. Porém, os problemas urbanos são bem diferentes dos perigos que a selva proporciona. Na cidade não precisamos fugir de animais ferozes, nem nos prepararmos para a caça. No entanto, o corpo continua mandando estímulos de estresse em situações de pressão e medo. O que gera um acúmulo de adrenalina não liberada e, aí sim, pode causar prejuízos para a saúde.

De acordo com um estudo publicado na última segunda-feira (13), pela revista científica Circulation, pessoas com pressão arterial normal - sobretudo jovens - quando expostos ao estresse crônico, podem aumentar a predisposição para desenvolver doenças cardiovasculares, como hipertensão e até mesmo AVC e infarto.

Segundo a publicação, isso acontece devido aos altos níveis de cortisol, hormônio que o organismo libera em situações de estresse. Os pesquisadores também apontam que as doenças cardiovasculares já podem se manifestar a partir da próxima década.

Por isso, é importante evitar que situações estressantes se tornem rotina diária. De acordo com o Hospital Israelita Albert Einstein, o corpo emite sinais claros de que o estresse passou do ponto.

Confira os principais sintomas de estresse:

- Sensação de desgaste constante;

- Alteração de sono (dormir demais ou pouco);

- Tensão muscular;

- Formigamento (na face ou nas mãos, por exemplo);

- Problemas de pele;

- Hipertensão;

- Mudança de apetite;

- Alterações de humor;

- Perda de interesse pelas coisas;

- Problemas de atenção, concentração e memória;

- Ansiedade;

- Depressão

Como combater o estresse

O primeiro passo para combater o estresse é identificar a origem do problema. E isso costuma variar muito de acordo com cada pessoa. Pode ser o trânsito, problemas no trabalho ou até mesmo uma má relação com familiares. E, atualmente, um agravante aumentou ainda mais os níveis de estresse da população. A pandemia de Covid-19 obrigou muita gente a ficar confinada em casa para evitar a contaminação. Isso afastou as pessoas de atividades de lazer que aliviavam o estresse. Sem falar do medo de contrair o vírus ou perder algum ente querido.

A ansiedade causada pela pandemia é uma realidade também. Junto com ela, o momento do planeta ainda adiciona uma sensação de tristeza geral, que pode influenciar a saúde. "Quem não se entristeceu é porque não sente empatia e isso é até preocupante. Vivemos um momento de depressão coletiva. Só não podemos ficar paralisados diante dos problemas. Temos que buscar alternativas porque se não os problemas vão aumentando. Gerenciar o estresse é a saída", afirma a psicóloga, Carine Lopes, da Zero Barreiras.

"A principal forma de conseguir controlar a crise é desviar a atenção dos sintomas assim que eles aparecem com o objetivo de evitar o agravamento", completa a também psicóloga, Christiane Valle.

De acordo com as especialistas, cultivar alguns hábitos, como reservar um período pequeno e específico para pensar nos problemas, usar o restante do dia para focar no presente e procurar atividades prazerosas, são algumas formas de evitar o estresse e a ansiedade. Porém, vale ressaltar que a ajuda médica de um profissional é sempre bem-vinda e pode solucionar o problema de forma mais rápida e eficaz.

Fontes: Psicólogas Carine Lopes e Christiane Valle da Zero Barreiras / Revista Veja / Hospital Israelita Albert Einstein

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