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Estêvão fora da Copa; entenda a lesão que o jogador sofreu e como evitá-la

O atacante do Chelsea sofreu uma ruptura total das fibras musculares

12 mai 2026 - 14h12
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A notícia que ninguém queria receber foi confirmada: Estêvão está fora da Copa do Mundo de 2026.

Saiba mais sobre a lesão de Estêvão
Saiba mais sobre a lesão de Estêvão
Foto: Reprodução/Instagram / Sport Life

O atacante do Chelsea não integra a lista de 55 nomes enviada pela CBF à Fifa.  A informação foi dada primeiramente pela TNT Sports e confirmada pela CNN.

O motivo é uma gravíssima lesão muscular de grau 4 na coxa direita, sofrida durante um clássico contra o Manchester United pela Premier League.

Para quem vive o esporte, seja no nível profissional ou como hobby aos finais de semana, o caso de Estêvão é um alerta.

As lesões musculares são comuns, mas o estágio enfrentado pelo jogador é o mais crítico da escala médica.

O que é a lesão de grau 4?

Diferente das pequenas fisgadas (grau 1) ou estiramentos parciais (graus 2 e 3), a lesão grau 4 é a ruptura completa ou quase completa do músculo.

Na prática, há uma perda total da continuidade das fibras musculares.

Ao g1, o ortopedista e traumatologista do esporte, Bruno Canizares, explica:

"Nos jogadores de futebol explosivos, isso geralmente acontece em arrancadas ou desacelerações bruscas".

Quando a demanda de força é maior do que a resistência do tecido, o músculo "estoura". No caso de Estêvão, a ruptura atingiu os posteriores da coxa, essenciais para a velocidade.

Por que ele não vai para a Copa?

A gravidade é tamanha que o Chelsea indicou cirurgia imediata. Uma operação desse porte exige meses de fisioterapia e reabilitação funcional.

Mesmo que o atleta opte pelo tratamento conservador não cirúrgico, o tempo para cicatrizar uma ruptura total é incompatível com o calendário do Mundial.

Para um atleta de alto rendimento, voltar antes da hora significa o risco de uma lesão crônica que pode encerrar a carreira precocemente.

Como tratar e qual o tempo de recuperação?

O tratamento para uma ruptura grau 4 varia entre a cirurgia (para religar as fibras) e o método conservador com plasma rico em plaquetas e fisioterapia intensa.

  • Fase inicial: Repouso absoluto, gelo e controle da inflamação.

  • Fase intermediária: Exercícios isométricos e ganho de amplitude.

  • Fase final: Reequilíbrio de força e retorno gradual ao campo. O tempo de afastamento raramente é inferior a 4 ou 6 meses em casos de ruptura total.

Guia para atletas: Como evitar lesões musculares graves

Você não precisa ser um profissional para sofrer com o músculo posterior da coxa. Se você corre, joga futebol ou faz Crossfit, estas dicas são fundamentais:

  1. Aquecimento é obrigatório: Nunca comece um esforço explosivo com o músculo frio. O aquecimento prepara as fibras para a tensão.

  2. Treino de força (Musculação): O músculo forte suporta melhor a carga. Fortalecer os posteriores e glúteos previne o desequilíbrio em relação ao quadríceps.

  3. Respeite o descanso: O "overtraining" fragiliza o tecido. Se você está sentindo cansaço excessivo, o risco de ruptura aumenta.

  4. Flexibilidade dinâmica: Alongamentos dinâmicos antes do treino ajudam na elasticidade das fibras.

Sport Life
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