Estêvão fora da Copa; entenda a lesão que o jogador sofreu e como evitá-la
O atacante do Chelsea sofreu uma ruptura total das fibras musculares
A notícia que ninguém queria receber foi confirmada: Estêvão está fora da Copa do Mundo de 2026.
O atacante do Chelsea não integra a lista de 55 nomes enviada pela CBF à Fifa. A informação foi dada primeiramente pela TNT Sports e confirmada pela CNN.
O motivo é uma gravíssima lesão muscular de grau 4 na coxa direita, sofrida durante um clássico contra o Manchester United pela Premier League.
Para quem vive o esporte, seja no nível profissional ou como hobby aos finais de semana, o caso de Estêvão é um alerta.
As lesões musculares são comuns, mas o estágio enfrentado pelo jogador é o mais crítico da escala médica.
O que é a lesão de grau 4?
Diferente das pequenas fisgadas (grau 1) ou estiramentos parciais (graus 2 e 3), a lesão grau 4 é a ruptura completa ou quase completa do músculo.
Na prática, há uma perda total da continuidade das fibras musculares.
Ao g1, o ortopedista e traumatologista do esporte, Bruno Canizares, explica:
"Nos jogadores de futebol explosivos, isso geralmente acontece em arrancadas ou desacelerações bruscas".
Quando a demanda de força é maior do que a resistência do tecido, o músculo "estoura". No caso de Estêvão, a ruptura atingiu os posteriores da coxa, essenciais para a velocidade.
Por que ele não vai para a Copa?
A gravidade é tamanha que o Chelsea indicou cirurgia imediata. Uma operação desse porte exige meses de fisioterapia e reabilitação funcional.
Mesmo que o atleta opte pelo tratamento conservador não cirúrgico, o tempo para cicatrizar uma ruptura total é incompatível com o calendário do Mundial.
Para um atleta de alto rendimento, voltar antes da hora significa o risco de uma lesão crônica que pode encerrar a carreira precocemente.
Como tratar e qual o tempo de recuperação?
O tratamento para uma ruptura grau 4 varia entre a cirurgia (para religar as fibras) e o método conservador com plasma rico em plaquetas e fisioterapia intensa.
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Fase inicial: Repouso absoluto, gelo e controle da inflamação.
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Fase intermediária: Exercícios isométricos e ganho de amplitude.
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Fase final: Reequilíbrio de força e retorno gradual ao campo. O tempo de afastamento raramente é inferior a 4 ou 6 meses em casos de ruptura total.
Guia para atletas: Como evitar lesões musculares graves
Você não precisa ser um profissional para sofrer com o músculo posterior da coxa. Se você corre, joga futebol ou faz Crossfit, estas dicas são fundamentais:
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Aquecimento é obrigatório: Nunca comece um esforço explosivo com o músculo frio. O aquecimento prepara as fibras para a tensão.
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Treino de força (Musculação): O músculo forte suporta melhor a carga. Fortalecer os posteriores e glúteos previne o desequilíbrio em relação ao quadríceps.
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Respeite o descanso: O "overtraining" fragiliza o tecido. Se você está sentindo cansaço excessivo, o risco de ruptura aumenta.
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Flexibilidade dinâmica: Alongamentos dinâmicos antes do treino ajudam na elasticidade das fibras.
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