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Meningite pode ter origem viral, bacteriana ou fúngica; entenda cada uma

Esta segunda-feira (24) marca o Dia Mundial do Combate à Meningite; data serve para alertar sobre os cuidados com a doença que pode matar em

24 abr 2023 - 17h07
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Atinge indivíduos de qualquer idade, é transmitida de pessoa para pessoa e pode até causar morte. A meningite tem formas leves e graves e atinge mais de 2,8 milhões de indivíduos por ano no mundo, segundo o Ministério da Saúde do Brasil. Diante de tal dimensão, todo 24 de abril é lembrado como Dia Mundial de Combate à Meningite.

O nome da doença se refere ao processo inflamatório das meninges, as membranas que envolvem o cérebro. Ela pode ter origens diversas, tanto por meio de agentes infecciosos como por agentes não-infecciosos - o traumatismo é um exemplo.

Mais comuns, as versões de origem infecciosas podem ser causadas por bactérias, vírus ou fungos. Entenda as diferenças:

Meningite bacteriana

A doença pode ser causada por uma série de agentes bacterianos, como meningococos, pneumococos e hemófilos, e a transmissão ocorre por vias respiratórias ou associadas a quadros infecciosos. 

Segundo o Ministério da Saúde, os sintomas costumam aparecer rapidamente. Alguns dos mais comuns são febre alta, vômitos, dor de cabeça e no pescoço e dificuldade para encostar o queixo no peito. Há ainda a possibilidade do surgimento de manchas vermelhas pelo corpo, o que se entende como um sinal de que a infecção se espalha rapidamente. Quando isso ocorre, o risco de sepse é crescente.

Meningite viral

Forma mais branda da doença, as meningites virais costumam ser causadas pelos enterovírus. Atingem, principalmente, crianças, que sofrem com febre, dor de cabeça e falta de apetite, entre outros sintomas.

Meningite fúngica

Tipo raro, é causada por vários fungos, sendo a espécie Cryptococcus a mais comum nesses casos. Essa meningite costuma acometer pessoas com o sistema imunológico já comprometido e sua evolução pode ser lenta, o que, na avaliação da Secretaria de Vigilância em Saúde do governo federal, pode dificultar o diagnóstico.

Quanto aos sintomas, muitos são semelhantes às demais formas de meningite, como febre, dor de cabeça e enjoos, além da possibilidade de ocorrências de alucinações e maior sensibilidade à luz.

Tratamentos

Os quadros virais podem nem ser tratados ou os pacientes podem usar medicações para os sintomas, assim como é feito nos quadros de infecção por outros vírus. 

A indicação é totalmente contrária aos quadros de meningite bacteriana, que demandam tratamento imediato. Nesses casos, os pacientes costumam ser tratados com antibiótico. 

Esse é o mesmo tratamento indicado para indivíduos com a doença fúngica. Eles passam por um longo processo, que inclui ainda o uso de quimioterápicos.

Como se prevenir da meningite

As medidas básicas de prevenção à doença são evitar o compartilhamento de objetos de uso pessoal, manter os ambientes ventilados e os hábitos de higiene. Além disso, a forma mais eficiente para evitar as infecções por agentes bacterianos é a vacinação, oferecida gratuitamente. Confira as vacinas disponíveis:

  • Meningite tipo C - três doses para crianças e dose única para adolescentes
  • Meningite por Haemophilus influenzae - três doses para criança na vacina Pentavalente
  • Meningite pneumocócica - três doses para crianças na vacina Pneumo 10
Fonte: Redação Terra Você
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