Lúpus: conheça as diferentes formas de manifestação da doença
Esta quarta-feira (10) marca o Dia Mundial do Lúpus, que visa conscientizar a população sobre o problema autoimune
Capaz de afetar múltiplos órgãos e tecidos, o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença inflamatória autoimune. Ou seja, o próprio organismo ataca o corpo, podendo causar até a morte nos casos mais graves.
Dada a gravidade e popularidade da doença — o lúpus atinge mais de cinco milhões de pessoas globalmente, entre famosos como a apresentadora Astrid Fontenelle e a cantora americana Selena Gomez —, há uma data específica para trazer conscientização sobre o problema de saúde. Todo 10 de maio é lembrado como o Dia Mundial do Lúpus.
É importante frisar que a doença pode se manifestar de quatro diferentes formas. Conheça:
Lúpus Discoide
Segundo o Ministério da Saúde (MS), esse lúpus fica limitado à pele do indivíduo. A pessoa com a doença pode apresentar lesões avermelhadas na pele, especialmente na região do rosto, nuca e couro cabeludo.
Lúpus Sistêmico
É a forma mais comum da doença e pode tanto ser leve quanto grave. Trata-se do tipo de inflamação que acomete todo o organismo e pode comprometer vários órgãos ou sistemas, como rins, coração, articulações, além da pele. O MS alerta que algumas pessoas com lúpus discoide podem ter o problema agravado para o quadro sistêmico.
Lúpus induzido por drogas
Ocorre quando o lúpus se desenvolve por consequência do uso de drogas e/ ou medicamentos que geram inflamação com sintomas parecidos com os do lúpus sistêmico. A diferença é que a doença tende a sumir quando o uso da substância é cessado.
Lúpus neonatal
Trata-se de um tipo raro da doença, que atinge bebês recém-nascidos de mulheres com lúpus. Logo ao nascer, a criança pode ter erupções na pele, problemas no fígado ou baixa contagem de células sanguíneas, mas esses sintomas também tendem a sumir com o passar dos meses. Em alguns casos, o lúpus pode provocar um defeito cardíaco grave no bebê, mas exames e testes adequados já conseguem identificar as mães em situação de risco, a fim de garantir o melhor tratamento antes ou depois do parto.
O que causa lúpus?
O lúpus, assim como outras doenças autoimunes, não possui causas esclarecidas. O que se sabe é que a doença pode ser uma combinação de fatores hormonais, genéticos, infecciosos e até ambientais.
Também não há fatores de risco pré-determinados, mas há grupos mais comumente atingidos pela doença. É o caso de mulheres, pessoas entre 15 e 40 anos e de origem afro-americana, hispânica e asiática.
Quais os sintomas de lúpus?
Os sintomas mais frequentes são diversos: lesões na pele, geralmente avermelhadas; dor e inchaço, especialmente nas articulações das mãos; inflamações no rins, nas membranas que recobrem o pulmão, no cérebro e/ ou nos pequenos vasos (vasculites); alterações no sangue; febre sem registro de infecção; e fraqueza, entre outros.
Qual o tratamento?
Lúpus não tem cura e o tratamento depende da manifestação dos sintomas e do tipo da doença em cada indivíduo. As medidas adotadas visam controlar a atividade do problema para minimizar seus efeitos colaterais e, com isso, conceder maior qualidade de vida aos portadores.
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