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Dia do Orgasmo: o que a falta do prazer causa e como é possível estimular

Ginecologista, sexóloga e fisioterapeuta pélvica falam sobre cuidados íntimos femininos e práticas que ajudam no desempenho sexual

31 jul 2021 10h34
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Dia do Orgasmo: o que a falta do prazer causa e como é possível estimular
Dia do Orgasmo: o que a falta do prazer causa e como é possível estimular
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Neste sábado (31), é comemorado o 'Dia do Orgasmo', data que começou a valer em 1999, a partir da decisão de uma rede de sex shop britânica, desde então há uma data para relembrar a importância de sentir prazer na hora do sexo.

Embora atualmente falar de sexo tem se tornado cada vez mais comum, ainda existem tabus sobre a saúde intima feminina e por essa razão, o SD conversou com sexóloga, especializada em terapia holística, fisioterapeuta pélvica e ginecologista para esclarecer o assunto ao lado de profissionais da área. 

Segundo a Dra. Nelly Kobayashi, ginecologista, obstetra e sexóloga da clínica VidaBemVinda, uma mulher que não pratica o sexo ou pratica, mas não alcança o orgasmo pode reduzir a autoestima, aumentar a ansiedade, diminuição do interesse sexual, já que um dos motivadores do sexo é a sensação do bem estar que essa sensação traz.

Diversas mulheres possuem dificuldade em atingir o orgasmo com ou sem parceiro (a). A ausência dele pode ter algumas razões como, causas psicológicas, problemas físicos, uso de medicações, idade, menopausa e doenças.

"Outro ponto fundamental é a relação que essa mulher tem com quem escolheu transar, pois o sexo é o resultado da intimidade entre duas pessoas, isto é, se o casal teve um dia complicado com discussões, a noite se torna mais difícil a mulher conseguir relaxar. A timidez, e a falta de conhecimento sobre o próprio corpo também podem prejudicar na hora "H", explica a médica.

Masturbação X Tabu

Ter conhecimento sobre o próprio corpo é essencial, ou seja, saber onde estão as regiões mais prazerosas. "O toque e a masturbação devem ser feitas com foco no prazer e não no orgasmo. Isso diminuirá a ansiedade de performance, e o orgasmo virá como consequência".

Além disso, pode-se iniciar a prática da meditação, pois melhora a concentração, o que facilitará o orgasmo". "Para tentar a dois, primeiro deve-se abusar das preliminares, pois o ciclo de resposta sexual das mulheres pode demorar mais tempo".

Em segundo, da mesma forma que a mulher se toca para se masturbar, pode tocar o próprio clitóris durante o sexo a dois. Isso poderá facilitar a obtenção do orgasmo", destaca a ginecologista.  

A sexualidade feminina ainda é encoberta por milhares de tabus que acabam prejudicando o autoconhecimento, a espontaneidade e até a o exercício da individualidade feminina.  E não existe nada mais íntimo e pessoal que o prazer sexual.

Segundo a Virginia Gaia, psicanalista e sexóloga com abordagem holística, ainda que as mulheres vivam junto de seus parceiros, a experiência de prazer é algo diretamente relacionado ao quanto uma pessoa está à vontade consigo mesma.

A sexóloga ressalta ainda que autoconhecimento é fundamental, até porque não existe uma fórmula mágica como se fosse uma receita de bolo. É importante saber estimular o corpo, as zonas erógenas, as fantasias e também a intimidade com o parceiro ou parceira durante o ato em si. Também é crucial entender a anatomia feminina: o clitóris só foi compreendido muito recentemente e é preciso contemplá-lo.

"A abordagem holística para a sexualidade olhar o indivíduo como um todo. É perceber as conexões entre corpo e mente em um nível profundo, pois facilita o caminho terapêutico para aqueles que buscam uma vida afetiva mais prazerosa e feliz, até porque um indivíduo que se conhece bem e está conectado com sua verdadeira vontade se relaciona melhor com as pessoas em geral e com seu parceiro afetivo em particular", complementa Virginia.

Qual a importância da fisioterapia pélvica?

Para a Ana Gehring, fisioterapeuta pélvica, essa técnica pode ajudar desde o início da vida sexual até a menopausa, pois ela é aliada da baixa lubrificação, fissuras, atrofia, dor na relação por tensão muscular, pouca sensibilidade clitoriana, perdas urinárias, e até mesmo em situações como infecções urinárias de repetição.

Segundo a especialista, no consultório é utilizado equipamentos como laser, radiofrequência que estimulam a produção de colágeno a lubrificação e com isso melhora da microbiota íntima.

Há também a eletroestimulação para casos de não saber contrair adequadamente a musculatura íntima e quando ocorre situações como bexiga hiperativa que é quando ocorre a vontade urgente de fazer xixi e o biofeedback (equipamento que consegue mensurar a capacidade de contração e relaxamento do assoalho pélvico).

"Cerca de 30% das mulheres não sabem contrair com boa qualidade seu assoalho pélvico. Sem uma boa musculatura íntima aumentamos as chances de perdas urinárias, perdas de flatos e fezes, e a famosa queda de bexiga, finaliza a fisioterapeuta."

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Consultorias: Virginia Gaia, psicanalista e sexóloga com abordagem holística, Dra. Nelly Kobayashi, Ginecologista, obstetra e sexóloga da clínica VidaBemVinda e Ana Gehring, fisioterapeuta pélvica.

Saúde em Dia
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