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Creme dental da Colgate volta a ser suspenso pela Anvisa; saiba por que

Nova interdição foi anunciada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária na noite de quarta, 30. Clientes relataram reações alérgicas após uso do Colgate Total Clean Mint

1 mai 2025 - 14h51
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A novela do creme dental Colgate Total Clean Mint no Brasil acaba de ganhar um novo capítulo. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou na noite da quarta-feira, 30, que a a interdição cautelar sobre o produto, determinada inicialmente em 27 de março deste ano, foi retomada.

"A medida estava suspensa em razão de um recurso da empresa, porém, a própria fabricante retirou o recurso", informou a Anvisa. Com isso, fica suspensa a venda de todos os lotes da pasta de dente.

Ao Estadão, a Colgate confirmou a retirada do recurso. "A decisão da Colgate é incentivada pela colaboração contínua com a Anvisa e pelo avanço das investigações técnicas junto à agência. A empresa acredita numa resolução oportuna do tema", diz a nota.

A fabricante, entretanto, reafirmou "a segurança e qualidade do seu produto Colgate Total Clean Mint, o qual segue os rígidos padrões das agências regulatórias".

Venda da pasta Colgate Clean Mint volta a ser suspensa
Venda da pasta Colgate Clean Mint volta a ser suspensa
Foto: Divulgação / Estadão

A agência havia determinado a interdição no final de março, após clientes relatarem reações alérgicas possivelmente decorrentes do uso do produto.

Entre 1º de janeiro e 19 de março de 2025, foram registradas oito notificações envolvendo 13 casos de eventos adversos relacionados ao uso de cremes dentais da marca.

Os principais sintomas relatados são:

  • inchaço (amígdalas, lábios e mucosa oral);
  • sensação de ardência;
  • dormência nos lábios e na boca;
  • boca seca;
  • gengiva irritada e vermelhidão.

O produto, que começou a ser comercializado em julho de 2024, utiliza fluoreto de estanho, diferente da sua a versão anterior, que empregava fluoreto de sódio.

Na época, a Colgate afirmou que o fluoreto de estanho é seguro, eficaz e amplamente usado em cremes dentais ao redor do mundo. No entanto, reconheceu que "uma pequena minoria das pessoas pode apresentar sensibilidade a determinados ingredientes - como fluoreto de estanho, corantes ou sabores".

Dois dias depois da interdição, em 29 de março, a empresa obteve um recurso e o creme dental voltou a ser comercializado.

Estadão
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