Creme dental da Colgate volta a ser suspenso pela Anvisa; saiba por que
Nova interdição foi anunciada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária na noite de quarta, 30. Clientes relataram reações alérgicas após uso do Colgate Total Clean Mint
A novela do creme dental Colgate Total Clean Mint no Brasil acaba de ganhar um novo capítulo. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou na noite da quarta-feira, 30, que a a interdição cautelar sobre o produto, determinada inicialmente em 27 de março deste ano, foi retomada.
"A medida estava suspensa em razão de um recurso da empresa, porém, a própria fabricante retirou o recurso", informou a Anvisa. Com isso, fica suspensa a venda de todos os lotes da pasta de dente.
Ao Estadão, a Colgate confirmou a retirada do recurso. "A decisão da Colgate é incentivada pela colaboração contínua com a Anvisa e pelo avanço das investigações técnicas junto à agência. A empresa acredita numa resolução oportuna do tema", diz a nota.
A fabricante, entretanto, reafirmou "a segurança e qualidade do seu produto Colgate Total Clean Mint, o qual segue os rígidos padrões das agências regulatórias".
A agência havia determinado a interdição no final de março, após clientes relatarem reações alérgicas possivelmente decorrentes do uso do produto.
Entre 1º de janeiro e 19 de março de 2025, foram registradas oito notificações envolvendo 13 casos de eventos adversos relacionados ao uso de cremes dentais da marca.
Os principais sintomas relatados são:
- inchaço (amígdalas, lábios e mucosa oral);
- sensação de ardência;
- dormência nos lábios e na boca;
- boca seca;
- gengiva irritada e vermelhidão.
O produto, que começou a ser comercializado em julho de 2024, utiliza fluoreto de estanho, diferente da sua a versão anterior, que empregava fluoreto de sódio.
Na época, a Colgate afirmou que o fluoreto de estanho é seguro, eficaz e amplamente usado em cremes dentais ao redor do mundo. No entanto, reconheceu que "uma pequena minoria das pessoas pode apresentar sensibilidade a determinados ingredientes - como fluoreto de estanho, corantes ou sabores".
Dois dias depois da interdição, em 29 de março, a empresa obteve um recurso e o creme dental voltou a ser comercializado.