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Como a cebola ajuda a reduzir a aterosclerose e proteger o coração

A cebola faz parte do grupo de alimentos que são objeto de estudo pela ciência por apresentar compostos com potencial efeito protetor sobre o sistema cardiovascular. Saiba mais!

2 jan 2026 - 14h00
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A cebola faz parte do grupo de alimentos que são objeto de estudo pela ciência por apresentar compostos com potencial efeito protetor sobre o sistema cardiovascular. Afinal, o consumo desse vegetal é diário em muitos lares. Apesar de simples, ele concentra substâncias que podem atuar em mecanismos ligados tanto à inflamação quanto à arteriosclerose (endurecimento e obstrução das artérias). Por isso, a relação entre cebola e saúde do coração não se resume a um único componente, mas a um conjunto de compostos que agem de forma complementar no organismo.

Entre esses compostos, destacam-se moléculas antioxidantes, fibras e substâncias sulfuradas características do sabor e do aroma fortes da cebola. Assim, pesquisas recentes observaram que esses elementos podem interferir em processos como estresse oxidativo, inflamação crônica de baixa intensidade e alteração de gorduras no sangue. Esses fatores frequentemente se associam ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares ao longo dos anos.

A arteriosclerose caracteriza-se pelo enrijecimento e espessamento das paredes das artérias, geralmente ligado ao acúmulo de placas de gordura, cálcio e células inflamatórias – depositphotos.com / dreamerb
A arteriosclerose caracteriza-se pelo enrijecimento e espessamento das paredes das artérias, geralmente ligado ao acúmulo de placas de gordura, cálcio e células inflamatórias – depositphotos.com / dreamerb
Foto: Giro 10

Por que a cebola ajuda a prevenir inflamações no organismo?

A inflamação é uma resposta natural do corpo diante de agressões, como infecções ou lesões. O problema aparece quando essa resposta se mantém de forma contínua, caracterizando uma inflamação crônica. A cebola contém compostos como quercetina e outros flavonoides que são alvo de estudo por sua capacidade de modular essa resposta. Esses antioxidantes ajudam a neutralizar radicais livres, moléculas instáveis que, em excesso, favorecem o dano celular e alimentam processos inflamatórios.

Além disso, alguns estudos apontam que componentes da cebola podem influenciar a produção de substâncias sinalizadoras da inflamação, como certas citocinas e enzimas envolvidas na resposta inflamatória. Essa ação pode contribuir para um ambiente corporal menos propenso a inflamações persistentes. Em dietas equilibradas, o consumo regular de cebola costuma ser associado a um perfil inflamatório mais controlado, especialmente quando combinado com outros alimentos ricos em vegetais, frutas e gorduras consideradas saudáveis.

Como a cebola se relaciona com a prevenção da arteriosclerose?

A arteriosclerose caracteriza-se pelo enrijecimento e espessamento das paredes das artérias, geralmente ligado ao acúmulo de placas de gordura, cálcio e células inflamatórias. A cebola pode colaborar nesse contexto por diferentes caminhos. Um deles está ligado ao seu efeito antioxidante, que contribui para reduzir a oxidação do LDL, conhecido como "mau colesterol". Quando essa fração de colesterol é oxidada, torna-se mais propensa a se depositar nas artérias, favorecendo a formação de placas.

A presença de compostos sulfurados na cebola também é frequentemente citada em pesquisas por seu potencial efeito sobre a saúde vascular. Esses compostos podem auxiliar na manutenção da função do endotélio, camada interna dos vasos sanguíneos, favorecendo a circulação. A cebola ainda contém pequenas quantidades de fibras, que, dentro de um padrão alimentar adequado, colaboram para um melhor equilíbrio de gorduras no sangue e, por consequência, para menor probabilidade de formação de depósitos nas artérias.

Quais mecanismos explicam a ação anti-inflamatória e antiaterosclerótica da cebola?

Os mecanismos pelos quais a cebola pode atuar na prevenção da inflamação e da arteriosclerose envolvem a interação de diferentes substâncias presentes no alimento. Flavonoides como a quercetina podem atuar regulando vias celulares responsáveis pela produção de mediadores inflamatórios. Essa regulação tende a limitar respostas exageradas e a diminuir a agressão às paredes dos vasos sanguíneos, reduzindo um dos estímulos para o desenvolvimento de placas ateroscleróticas.

Outro ponto relevante é a capacidade antioxidante da cebola. Ao colaborar na redução do estresse oxidativo, o alimento ajuda a proteger lipídios, proteínas e o próprio DNA de danos. Como o processo de formação das placas nas artérias está diretamente ligado à oxidação de gorduras, principalmente o LDL, essa proteção se torna importante. A combinação entre redução de inflamação e controle do estresse oxidativo cria um cenário menos favorável ao avanço da arteriosclerose.

  • Flavonoides: contribuem para ação antioxidante e modulação inflamatória.
  • Compostos sulfurados: associados à função vascular e à proteção das artérias.
  • Fibras: colaboram para o equilíbrio de gorduras no sangue.
  • Vitaminas e minerais: participam de reações metabólicas ligadas à defesa do organismo.
Os mecanismos pelos quais a cebola pode atuar na prevenção da inflamação e da arteriosclerose envolvem a interação de diferentes substâncias presentes no alimento – depositphotos.com / mariakarabella
Os mecanismos pelos quais a cebola pode atuar na prevenção da inflamação e da arteriosclerose envolvem a interação de diferentes substâncias presentes no alimento – depositphotos.com / mariakarabella
Foto: Giro 10

Como incluir a cebola na alimentação de forma estratégica?

A ingestão de cebola pode ser feita de variadas maneiras, o que facilita sua presença cotidiana na dieta. Formas cruas, salteadas, assadas ou cozidas são opções comuns, e cada uma delas preserva parte de seus compostos de maneira diferente. Em preparações cruas, como saladas e vinagretes, certos antioxidantes tendem a ser mais preservados. Já em pratos cozidos, sopas e refogados, a cebola contribui para o sabor, facilitando o consumo de outros vegetais.

  1. Adicionar cebola crua em saladas, sanduíches e pastas.
  2. Usar cebola refogada como base de legumes, grãos e carnes magras.
  3. Preparar cebola assada junto com outras hortaliças.
  4. Incluir cebola roxa em receitas frias para ampliar a variedade de fitoquímicos.

Especialistas em nutrição costumam reforçar que a cebola, isoladamente, não substitui tratamentos médicos nem garante proteção absoluta contra inflamação e arteriosclerose. No entanto, integra um conjunto de alimentos que, consumidos regularmente dentro de um padrão alimentar equilibrado, podem colaborar para a manutenção da saúde cardiovascular. A combinação de cebola com frutas, verduras, leguminosas e fontes de gordura de melhor perfil tende a potencializar os benefícios observados em estudos científicos.

Giro 10
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