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Cigarro eletrônico ameaça noites de sono e saúde mental dos jovens

Associação Brasileira do Sono explica como o cigarro eletrônico afeta o sono e provoca efeitos negativos principalmente aos jovens

26 mai 2024 - 06h15
(atualizado às 11h25)
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Resumo
O cigarro eletrônico pode trazer danos à saúde, como a privação de sono, infiltração na região aérea superior, alteração da secreção de melatonina e impactos no desenvolvimento físico, mental e emocional, especialmente nos jovens e adolescentes.
Foto: Freepik

Visualmente atrativo, pode ser descartável ou recarregável e exala um vapor com um cheirinho quase sempre bastante agradável. O cigarro eletrônico vem conquistando um número cada vez maior de adeptos. Se antes era considerado um caminho para reduzir o tabagismo, hoje já se sabe que ele é tão viciante quanto o cigarro tradicional, além de trazer danos significativos à saúde.

Aqui no Brasil, uma pesquisa realizada em 2022 pela Ipec, Inteligência de Pesquisa e Consultoria, mostrou que há 2 milhões de usuários de cigarro eletrônico. Em 2018, eram 500 mil. E, o mais alarmante: o estudo de monitoramento dos fatores de risco para doenças crônicas no Brasil, o Covitel 2023, detectou que 25% dos jovens de 18 anos estão fazendo a primeira experiência com tabaco por meio de cigarro eletrônico. 

Sim, o dispositivo é presença constante não só entre os jovens adultos, mas também nas rodinhas de adolescentes.

De acordo com a Sociedade Brasileira do Sono (ABS), as noites de sono podem ser impactadas com o uso regular de cigarros eletrônicos. A nicotina é uma substância psicoestimulante, tal qual a cafeína. Seu consumo deixa o usuário desperto, ligado, o que dificulta a progressão ao sono. A fissura, ou seja, a necessidade consumir a nicotina presente no cigarro, pode causar ansiedade, e um dos efeitos é a privação do sono. Há estudos, ainda, que avaliam um efeito negativo da nicotina sobre a secreção de melatonina, o que prejudica todo o nosso ritmo circadiano.

Mais efeitos negativos

Os efeitos negativos no sono não param por aí. Substâncias presentes nas fumaças e vapores inalados têm poder inflamatório e lesivo na via aérea superior, o que torna essa região mais propensa ao colapso. Consequentemente, contribui para o desenvolvimento ou agravamento dos quadros de ronco e apneia obstrutiva do sono.

Pensando especialmente nos jovens e adolescentes, os maiores consumidores de cigarro eletrônico, o sono inadequado vai afetar o desenvolvimento físico, mental e emocional. O sono regula a liberação de hormônios do crescimento, que são essenciais para o desenvolvimento físico. Ele ainda está diretamente ligado à função cognitiva, incluindo a memória, o aprendizado e a concentração. 

A saúde mental também pode sofrer abalos. O sono inadequado ou insuficiente impacta diretamente na regulação do humor, bem como na tomada de decisões. Jovens com problemas de sono têm mais irritabilidade, impulsividade, aumento da sensibilidade emocional e se tornam mais propensos a conflitos e comportamentos agressivos, além de transtornos mentais como a ansiedade e depressão. 

(*) HOMEWORK inspira transformação no mundo do trabalho, nos negócios, na sociedade. É criação da Compasso, agência de conteúdo e conexão.

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